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Nigéria confirma primeiro caso de ebola no país

Paciente trata-se de uma mulher que viajou de avião de Uganda para a capital, Abuja

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Camila Stucaluc
Profissional de saúde e pessoas deslocadas aguardam enterro de vítimas com suspeita de Ebola em Bunia, na República Democrática do Congo  | REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere

Profissional de saúde e pessoas deslocadas aguardam enterro de vítimas com suspeita de Ebola em Bunia, na República Democrática do Congo | REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere

A Nigéria confirmou, na terça-feira (20), o primeiro caso de ebola no país. Segundo o ministro da Saúde, Muhamad Ali Pate, trata-se de uma mulher que viajou de avião de Uganda para a capital, Abuja, em 3 de outubro.

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"A paciente foi internada em um hospital privado, onde recebeu atendimento médico durante vários dias antes de o diagnóstico ser confirmado. Todos os centros de saúde públicos e privados do país a permanecerem em estado de alerta máximo”, disse o ministro.

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Ao todo, 44 pessoas foram identificadas como contatos próximos da infectada, incluindo profissionais de saúde e pacientes. Todos estão sendo monitorados pelas autoridades. “Estamos fazendo tudo o que podemos para conter este caso, rastreando todos os contatos que o indivíduo possa ter tido”, disse Pate.

A confirmação do caso vem em meio à uma nova epidemia de ebola na região africana, que começou em maio, na República Democrática do Congo. O surto ocorre em decorrência da variante Bundibugyo, cepa rara da doença para a qual ainda não há vacina aprovada ou tratamento específico. Até o momento, foram registrados 9 mil casos e 4.381 mortes.

Neste mês, também foram confirmados novos casos de ebola na Uganda e oito casos no Quênia, onde a infecção já acontece dentro dos territórios. Em junho, a França chegou a confirmar uma infecção, de um médico que havia retornado da República Democrática do Congo, mas o caso permaneceu isolado.

O cenário é tratado como emergência de saúde pública de importância internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que insta os países da região a manterem um alto nível de prontidão à medida que o surto na RD do Congo continua evoluindo. "A identificação rápida dos casos, o acompanhamento oportuno dos contatos e a prevenção e controle eficazes da infecção são fundamentais para conter a disseminação do vírus", diz.

O que é ebola?

Descoberto em 1976, o agente do ebola é um vírus da família Filoviridae, do gênero Ebolavirus. Acredita-se que o vírus foi transmitido para seres humanos a partir de contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas, morcegos-gigantes, antílopes e porcos-espinho.

Até o momento, foram descritas cinco subespécies de vírus ebola, sendo que quatro delas afetam humanos e uma delas, apenas primatas não humanos. São elas: vírus Ebola (Zaire Ebolavirus); vírus Sudão (Sudão Ebolavirus); vírus Taï Forest (Tai Forest Ebolavirus), vírus Bundibugyo (Bundibugyo Ebolavirus) e vírus Reston (Reston Ebolavirus) — este último afetando somente animais.

A transmissão acontece por meio do contato com sangue, tecidos ou fluidos corporais de animais e indivíduos infectados (incluindo cadáveres), ou a partir do contato com superfícies e objetos contaminados.

Em relação aos sintomas, são observados febre, fraqueza, diarreia, vômitos, dor abdominal, inapetência, odinofagia e manifestações hemorrágicas. O período de incubação da doença pode variar de 2 a 21 dias, com média de 5 a 10 dias para a maior parte dos casos. Segundo a OMS, o ebola é uma doença grave, com taxa de letalidade que pode chegar até os 90%.

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