Política

PF pede prorrogação de inquéritos sobre Lulinha

Investigações apuram possível tráfico de influência do filho de Lula junto ao governo federal; pedidos de mais prazo ainda aguardam decisão no STF

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 Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Reprodução

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Reprodução

A Polícia Federal (PF) pediu a prorrogação de dois inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada pelo jornal "O Estado de São Paulo" e confirmada pelo SBT News.

Os pedidos foram apresentados em 2 de outubro, sob sigilo, e ainda aguardam decisão no Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação argumenta que precisa de mais tempo para concluir diligências pendentes, esclarecer os fatos e avaliar a necessidade de novas medidas de investigação.

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Pedidos de prorrogação são comuns em investigações quando há diligências em andamento ou informações que ainda precisam ser analisadas. A extensão do prazo permite aprofundar as apurações, como ocorreu em outros inquéritos conduzidos pela PF e acompanhados pelo Supremo.

As solicitações foram dirigidas ao ministro André Mendonça, relator dos dois inquéritos, mas os processos estão concentrados no gabinete do presidente do STF, Edson Fachin. Desde setembro, o andamento dos casos depende de uma definição da Presidência da Corte, o que mantém os pedidos de prorrogação sem análise.

Em 12 de setembro, Fachin assumiu a relatoria do procedimento sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na mesma decisão, determinou o envio à Presidência dos processos relacionados ao Banco Master e às fraudes no INSS, deixando os casos paralisados até uma nova deliberação.

Investigações

As investigações envolvendo Lulinha tratam de suspeitas de intermediação de interesses privados junto ao governo federal, incluindo negócios no Ministério da Saúde e na Dataprev. A PF investiga uma possível atuação coordenada do filho do presidente com a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Fernando Bittar para facilitar negócios no Executivo.

Entre as diligências pendentes estão análises de vínculos societários, movimentações bancárias e registros de agendas e reuniões em órgãos federais. A PF também busca informações sobre viagens nacionais e internacionais de Lulinha, incluindo quem pagou pelas passagens e quais deslocamentos foram feitos na companhia de Roberta.

Em manifestação divulgada em agosto, a defesa de Lulinha classificou os vazamentos de informações dos inquéritos como "criminosos e seletivos" e afirmou que eles comprometiam as próprias investigações. A pedido dos advogados, o ministro André Mendonça determinou que a Polícia Federal apurasse a divulgação de informações sigilosas.

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