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Netanyahu diz que há “indícios crescentes” que ataques de Israel mataram aiatolá; Irã nega

Premiê israelense afirmou que o complexo subterrâneo de Ali Khamenei foi destruído, mas governo iraniano diz que líder está seguro

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SBT News
28/02/2026, 19:16 • Atualizado em 28/02/2026, 19:57
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O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, fez um pronunciamento à nação na tarde deste sábado (28) informando ter destruído o complexo subterrâneo que abrigava o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em Teerã.

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Segundo Netanyahu, há indícios crescentes de que a operação levou à morte de Khamenei, de 86 anos, chefe espiritual e político do país desde 1989.

À ABC News, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, negou a informação e disse que tanto o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, quanto o aiatoalá estão "sãos e salvos".

Na declaração, Netanyahu instou os iranianos a se preparem para derrubar o governo, impedir a sucessão que perpetua o regime dos aiatolás desde a Revolução Iraniana e instalar uma governança secular no país.

"Em breve chegará a hora de vocês irem às ruas em massa para concluir a tarefa de derrubar o regime de horrores que está tornando suas vidas miseráveis", afirmou.

O primeiro-ministro afirmou que a operação levará a região "à verdadeira paz" e que Israel entrou em guerra para "mudar fundamentalmente" o destino do Irã – que, segundo o premiê, estava a caminho de obter uma arma nuclear que lhe permitiria aumentar as ameaças contra seus vizinhos substancialmente.

Ataques

Os ataques coordenados pelos EUA e Israel contra o Irã deixaram 201 mortos e 747 feridos, segundo informou a imprensa iraniana com base em dados da rede humanitária Crescente Vermelha. Os ataques atingiram 24 províncias.

As primeiras explosões das ofensivas foram registradas na capital Teerã. As cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah também foram atingidas. O Irã revidou e, além de Israel, atacou bases norte-americanas em países do Oriente Médio.

Ali Khamenei

O aiatolá Ali Khamenei é a autoridade máxima do regime iraniano desde 1989 e uma das figuras mais influentes do Oriente Médio. Como líder supremo do Irã, ele detém poder acima do presidente e do Parlamento, controlando as Forças Armadas, o Judiciário, a mídia estatal e a política externa do país.

Nascido em 1939, na cidade de Mashhad, Khamenei formou-se no clero xiita e se aproximou do aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979 que derrubou o xá Mohammad Reza Pahlavi. Durante o regime revolucionário, Khamenei ocupou cargos centrais, incluindo a presidência da República de 1981 a 1989, período marcado pela guerra contra o Iraque.

Com a morte de Khomeini, em 1989, Khamenei foi escolhido pela Assembleia dos Peritos, órgão deliberativo religioso do país, para assumir o posto de líder supremo, mesmo não sendo, à época, o clérigo de mais alta hierarquia.

Na República Islâmica, o aiatolá tem a palavra final em temas estratégicos. Khamenei nomeia chefes militares, membros do Conselho dos Guardiães (órgão que pode vetar candidaturas e leis) e influencia diretamente nas eleições presidenciais. Seu gabinete também supervisiona a Guarda Revolucionária.

Sob sua liderança, o Irã aprofundou o distanciamento aos EUA e a Israel e patrocinou grupos armados e aliados regionais em países como Síria e Líbano, como o Hezbollah. Ao mesmo tempo, enfrentou sucessivas rodadas de sanções internacionais ligadas ao programa nuclear iraniano.

Internamente, o governo de Khamenei tem sido marcado por repressão a protestos e restrições a direitos civis nos últimos anos. Manifestações populares, especialmente as lideradas por mulheres após a morte de Mahsa Amini, em 2022, colocaram o regime sob pressão doméstica e internacional.

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