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Missão Artemis II: Nasa divulga foto do "lado oculto" da Lua com Terra ao fundo

Expectativa é que astronautas retornem à Terra na sexta-feira (10)

Imagem da noticia Missão Artemis II: Nasa divulga foto do "lado oculto" da Lua com Terra ao fundo
"A humanidade, do outro lado", diz Nasa sobre nova foto do lado oculto da Lua | Divulgação/Nasa

A Nasa divulgou, nesta terça-feira (7), uma nova imagem da missão Artemis II, que revela o "lado oculto" da Lua – o hemisfério do satélite natural que não é visto da Terra. O registro foi feito na segunda (6) e mostra, ao fundo, o nosso planeta.

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Na publicação, feita nas redes sociais, a agência espacial estadunidense e a Casa Branca afirmam se tratar da "primeira foto do lado oculto da Lua". Apesar disso, há registros anteriores da missão Apollo 16 (1972), da própria Nasa, e da sonda Luna 3 (1958), da então União Soviética, considerada a primeira imagem desse hemisfério.

"A humanidade, do outro lado", diz Nasa sobre nova foto do lado oculto da Lua | Divulgação/Nasa
"A humanidade, do outro lado", diz Nasa sobre nova foto do lado oculto da Lua | Divulgação/Nasa

Os quatro astronautas da Artemis II iniciaram oficialmente a viagem de volta à Terra. O grupo concluiu a volta à Lua na noite de segunda, um dos principais objetivos da missão, marcando o retorno humano ao satélite natural após mais de 50 anos.

A chegada à órbita da Lua ocorreu às 15h45 (horário de Brasília). O sobrevoo, que durou seis horas, quebrou o recorde de maior distância humana percorrida no espaço, com 406.6 mil km da Terra. A marca anterior pertencia ao Apollo 13, que, em abril de 1970, registrou 400 mil km de distância do planeta.

“A tripulação fotografou e descreveu características do terreno, incluindo crateras de impacto, antigos fluxos de lava e rachaduras e cristas na superfície formadas à medida que a Lua evoluía lentamente ao longo do tempo. Eles também notaram diferenças de cor, brilho e textura, que ajudam os cientistas a entender a composição e a história da superfície lunar”, disse a Nasa.

Em meio à observação, a tripulação ainda foi presenteada com um eclipse solar total, que durou cerca de uma hora. O alinhamento do Sol e da Lua permitiu que os astronautas observassem a coroa solar, que não costuma ser vista por conta do brilho intenso da estrela. Isso permitiu a anotação de detalhes, como formas, cores e variação de brilho.

Como será a volta à Terra?

Agora, a Orion iniciará uma série de pequenas queimas de motores para alinhar sua rota de volta à Terra. Antes de entrar na atmosfera, a cápsula tripulada irá se separar do Módulo de Serviço Europeu, responsável pela propulsão principal durante a viagem.

A expectativa é que a cápsula pouse no Oceano Pacífico na sexta-feira (10), com o auxílio de paraquedas. O resgate da tripulação será feito por navios norte-americanos, que estarão posicionados na região.

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