Mundo

María Corina Machado se pronuncia sobre posse na Venezuela: "Maduro não poderá governar um país que decidiu ser livre"

A líder da oposição também falou como foram as horas em que esteve detida por forças chavistas. Nicolás Maduro tomou posse nesta sexta-feira (10) sob protestos

S
SBT News
10/01/2025, 20:12 • Atualizado em 10/01/2025, 21:16
compartilhar
María Corina Machado se pronuncia sobre posse na Venezuela: "Maduro não poderá governar um país que decidiu ser livre"

Poucas horas depois da posse de Nicolás Maduro para seu terceiro mandato como presidente da Venezuela nesta sexta-feira (10), María Corina Machado, líder da oposição, publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que o país decidiu pela liberdade e que em breve Edmundo Gonzáles, candidato que ela apoia, tomará posse como presidente eleito.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

"Achamos conveniente que ele [Edmundo Gonzáles] não deve voltar para o país neste momento. Não temos segurança. Maduro não poderá governar com a força da Venezuela que decidiu ser livre. Estamos mais unidos do que nunca. Maduro levou a diante um golpe de estado", afirmou.

No mesmo vídeo, em detalhes, María Corina comentou como foram as horas que ela esteve detida em posse de forças chavistas na quinta-feira (9).

"Fui interceptada, ameaçada durante o trajeto e levada a um local desconhecido, onde fiquei várias horas sem enxergar totalmente; atiraram em alguns que estavam comigo. Agora sinto dores pelo corpo, o que reflete a grave situação do país. Apesar disso, agradeço ao povo venezuelano por resistir à ditadura, mostrando a importância da luta pela liberdade", disse.

Diversas manifestações organizadas pela oposição ocorreram no país vizinho na véspera da posse de Nicolás Maduro. Ao sair de uma dessas manifestações, María Corina foi interceptada.

De acordo com seu partido, o Comando Venezuela, ela ficou detida por algumas horas e foi forçada a gravar um vídeo. Ainda na quinta-feira (9), circulou na internet um vídeo não verificado em que María Corina supostamente dizia estar bem, embora seu paradeiro permanecesse desconhecido.

Durante esta semana, outros opositores também foram presos por forças chavistas aliadas a Maduro. Entre eles está Manuel Muñoz, coordenador do partido oposicionista, cuja localização continua desconhecida até o fechamento deste texto.

O partido também relatou a prisão de Julio Balza, jornalista e membro da assessoria de imprensa de María Corina. Ele foi detido por militares ao deixar uma manifestação.

Na noite de terça-feira (7), a organização Un Mundo Sin Mordaza denunciou a detenção arbitrária de Enrique Márquez, ex-candidato à presidência e ex-vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.

Posse de Maduro

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi empossado nesta sexta-feira (10) para um terceiro mandato, apesar das acusações de que houve fraude nas eleições presidenciais de julho de 2024 no país.

Em cerimônia esvaziada de chefes de Estado, com a presença apenas dos presidentes de Cuba e Nicarágua, Maduro fez o juramento de posse perante a Assembleia Nacional, controlada pelo partido governista. O Brasil enviou a embaixadora em Caracas, Gilvânia Maria de Oliveira, para a cerimônia.

Colômbia e México, que também participaram dos esforços fracassados para que Maduro entregasse as atas eleitorais que confirmassem sua vitória, enviaram embaixadores, enquanto Rússia, China e Belarus mandaram representantes políticos ao país. União Europeia, Canadá e Estados Unidos não compareceram à posse de Maduro, uma vez que reconheceram o líder da oposição, Edmundo González, atualmente exilado na Espanha, como presidente eleito.

"Hoje, mais que nunca, sinto o peso do compromisso. Sabem por quê? Porque o poder que tenho, o poder que represento, o poder que me dá a Constituição e essa faixa, não me foi dado por um governo estrangeiro, um presidente estrangeiro, nenhum governo gringo.", disse Maduro na Assembleia Nacional.

Sanções e pressão internacional

Após a posse de Nicolás Maduro, membros da comunidade internacional e líderes políticos se posicionaram contra seu mandato.

Os Estados Unidos elevaram a recompensa pela captura de Maduro para US$ 25 milhões (cerca de R$ 153 milhões) e ampliaram as sanções econômicas ao país. Além disso, outras oito autoridades do governo chavista foram alvo de restrições.

A União Europeia, o Reino Unido e o Canadá também impuseram novas sanções econômicas a 15 pessoas associadas ao governo venezuelano. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou que "nunca apoiará a criminalização da oposição".

Na manhã desta sexta-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin, ao ser questionado sobre a posse, classificou-a como "lamentável" e ressaltou que "a democracia é civilizatória e precisa ser fortalecida".

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: PCC e CV atuam em 12 estados americanos, diz porta-voz

PCC e CV atuam em 12 estados americanos, diz porta-voz

Imagem da notícia: Escutas são encontradas em gabinete do governador do Rio

Escutas são encontradas em gabinete do governador do Rio

Imagem da notícia: Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Imagem da notícia: Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Imagem da notícia: PCC e CV atuam em 12 estados americanos, diz porta-voz

PCC e CV atuam em 12 estados americanos, diz porta-voz

Imagem da notícia: Escutas são encontradas em gabinete do governador do Rio

Escutas são encontradas em gabinete do governador do Rio

Imagem da notícia: Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Imagem da notícia: Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Últimas notícias

PM entrega flores à mulher salva após pedido de pizza

Vítima simulou uma solicitação de delivery para não despertar suspeitas do companheiro; homem a agredia e mantinha uma arma de fogo em casa

Soberania defendida é a do povo brasileiro, diz Flávio

Senador e pré-candidato à Presidência reagiu a fala de Lula sobre PCC e CV e diz que presidente protege criminosos em vez das vítimas

PEC da 6x1 não chegou à CCJ e não vai “furar fila”, diz Otto

Presidente da comissão no Senado aguarda o envio da proposta por Davi Alcolumbre

CV e PCC já estão sujeitos a bloqueios econômicos pelos EUA

Facções foram incluídas na lista da OFAC nesta sexta (29), um dia depois de o Departamento de Estado anunciar que vai designá-las como terroristas

Ibovespa fecha maio com queda de 7%, a pior desde fevereiro de 2023

Já o dólar teve a maior alta mensal desde julho de 2025, subindo em maio 1,71%.

PCC e CV terroristas: o que pode mudar para o mercado financeiro no Brasil

Designação ativa restrições legais, criminaliza qualquer forma de apoio às facções e permite bloqueio de ativos