Líder da oposição ao chavo-madurismo deixou o país para receber o Prêmio Nobel da Paz e viveu no exterior por quase um ano
Reuters
María Corina Machado divulgou seu retorno no X | Reprodução
Após quase um ano vivendo no exterior, a ex-parlamentar venezuelana María Corina Machado, principal líder da oposição ao governo de Nicolás Maduro, anunciou seu retorno ao país. “Estou aqui. Com vocês”, escreveu a vencedora do Prêmio Nobel da Paz no X na manhã deste domingo (25), sem divulgar detalhes sobre sua localização atual nem sobre como retornou.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Fundadora do movimento Vente Venezuela, Machado deixou o país em dezembro de 2025 para receber o Prêmio Nobel da Paz. No mês seguinte, ela chegou a oferecer sua medalha ao presidente norte-americano Donald Trump durante uma reunião na Casa Branca — uma tentativa de influenciar os esforços dele para articular a oposição em seu país.
María Corina Machado | Reprodução/Redes sociais
Apesar disso, seu desejo de voltar havia causado atritos em Washington, com autoridades norte-americanas pedindo que ela adiasse a viagem, segundo a Reuters informou em junho. Ao descobrir seu retorno, Trump declarou:
“Espero que ela esteja segura. É uma mulher muito simpática”.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou no X que o retorno da ex-deputada foi viabilizado pelas"conversas de reconciliação apoiadas pelos EUA".
Após o sequestro de Nicolás Maduro em janeiro pelo governo norte-americano, o presidente dos Estados Unidos tem expressado repetidamente apoio à presidente interina Delcy Rodríguez, ex-vice de Maduro, e celebrado acordos sobre produção de petróleo e outros empreendimentos de empresas dos EUA na Venezuela. Em setembro, Trump disse que ainda é cedo demais para considerar "eleições democráticas" no país sul-americano.
Um grupo da oposição e o governo interino realizaram neste mês sua mais recente rodada de negociações, que visam reformular a corte suprema e o conselho eleitoral, entre outros objetivos, antes de eventuais eleições. O movimento político de Machado não participa das conversas.
Edmundo González, que foi derrotado por Maduro em 2024, também repercutiu o retorno de sua aliada. O ex-candidato à presidência, que hoje vive na Espanha, confirmou o retorno de Machado em uma publicação própria e disse que logo se juntará a ela.
María Corina Machado | Reprodução/Redes sociais
María Corina Machado retorna à Venezuela Líder da oposição ao chavo-madurismo deixou o país para receber o Prêmio Nobel da Paz e viveu no exterior por quase um anoMundo2026-10-25T19:35:23.058ZApós quase um ano vivendo no exterior, a ex-parlamentar venezuelana María Corina Machado, principal líder da oposição ao governo de Nicolás Maduro, anunciou seu retorno ao país. “Estou aqui. Com vocês”, escreveu a vencedora do Prêmio Nobel da Paz no X na manhã deste domingo (25), sem divulgar detalhes sobre sua localização atual nem sobre como retornou. Fundadora do movimento Vente Venezuela, Machado deixou o país em dezembro de 2025 para receber o Prêmio Nobel da Paz. No mês seguinte, ela chegou a oferecer sua medalha ao presidente norte-americano Donald Trump durante uma reunião na Casa Branca — uma tentativa de influenciar os esforços dele para articular a oposição em seu país. Apesar disso, seu desejo de voltar havia causado atritos em Washington, com autoridades norte-americanas pedindo que ela adiasse a viagem, segundo a Reuters informou em junho. Ao descobrir seu retorno, Trump declarou: “Espero que ela esteja segura. É uma mulher muito simpática”. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou no X que o retorno da ex-deputada foi viabilizado pelas "conversas de reconciliação apoiadas pelos EUA". Apósem janeiro pelo governo norte-americano, o presidente dos Estados Unidos tem expressado repetidamente apoio à presidente interina Delcy Rodríguez, ex-vice de Maduro, e celebrado acordos sobre produção de petróleo e outros empreendimentos de empresas dos EUA na Venezuela. Em setembro, Trump disse que ainda é cedo demais para considerar "eleições democráticas" no país sul-americano. Um grupo da oposição e o governo interino realizaram neste mês sua mais recente rodada de negociações, que visam reformular a corte suprema e o conselho eleitoral, entre outros objetivos, antes de eventuais eleições. O movimento político de Machado não participa das conversas. Edmundo González, que foi derrotado por Maduro em 2024, também repercutiu o retorno de sua aliada. O ex-candidato à presidência, que hoje vive na Espanha, confirmou o retorno de Machado em uma publicação própria e disse que logo se juntará a ela.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/maria-corina-machado-retorna-a-venezuela
Durante votação neste domingo, vice-presidente, candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, comemora atos de apoio à chapa de Lula e lamenta polarização nas ruas