Fugida da Venezuela, María Corina tenta voltar após tragédia
Líder da oposição afirma que fará o necessário para retornar ao país e acusa o governo de dificultar ajuda humanitária depois de terremotos
Caroline Vale, com informações da Reuters
30/06/2026, 00:02 • Atualizado em 30/06/2026, 00:03
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María Corina Machado publica vídeo no X. | Reprodução/Redes sociais
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou nesta segunda-feira (29) que está determinada a retornar à Venezuela para participar dos esforços de recuperação após os terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24). Em vídeo publicado no X (antigo Twitter), ela acusou o governo venezuelano de impedir sua entrada ao fechar temporariamente o espaço aéreo.
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"Estou na Cidade do Panamá, de onde planejava viajar para a Venezuela. O regime fechou o espaço aéreo do nosso país para tentar me impedir", declarou.
Machado disse que decidiu voltar ao país após a tragédia para ajudar a coordenar ações de apoio às vítimas. "Meu retorno à Venezuela tornou-se urgente, para que pudéssemos enfrentar juntos essa catástrofe, como uma família faz quando um de seus membros está sofrendo", afirmou.
A oposicionista também acusou o governo de dificultar o trabalho humanitário. Segundo ela, "o regime quer impedir meu retorno à Venezuela, assim como o de muitos compatriotas que desejam ir ajudar" e "também tentou bloquear o trabalho generoso de milhares de cidadãos que distribuem alimentos e medicamentos, impediu a viagem de equipes internacionais de resgate retidas em aeroportos e procurou obstruir o trabalho de jornalistas que buscam a verdade". Para Machado, "bloquear e manipular informações em situações como essa cria ainda mais vítimas".
Ela afirmou ainda que o fechamento do espaço aéreo comercial foi revertido, mas alegou que pessoas dispostas a ajudá-la continuam sendo ameaçadas: "O regime chegou ao ponto de fechar o espaço aéreo comercial da Venezuela para me impedir de entrar. Cancelar voos de todas as companhias aéreas durante uma emergência é absolutamente inconcebível. Eles tiveram que reverter a decisão, mas ameaçaram aqueles que querem me ajudar a voltar."
Ao concluir a mensagem, Machado reforçou que pretende insistir no retorno. "Não se trata de mim; milhares e milhares de nós queremos ir. É um país inteiro em luto que precisa se unir para encontrar conforto. Neste momento, estou disposto a fazer o que for preciso, a falar com quem for necessário, a coordenar e servir ao nosso povo", afirmou.
— María Corina Machado (@MariaCorinaYA) June 29, 2026
Nos EUA, retorno de Machado não recebe apoio
A intenção de Machado de voltar à Venezuela também provocou reações em Washington. Segundo a agência Reuters, autoridades da Casa Branca e do Departamento de Estado pediram que ela adiasse a viagem, avaliando que este não seria o momento adequado para o retorno ao país, embora apoiem a ideia de que ela volte futuramente.
"Apoiamos o retorno dela à Venezuela, mas precisa ser 24 horas depois de uma catástrofe humanitária de grandes proporções, em que o número de mortos continua a subir?", disse um representante da Casa Branca, sob anonimato.
Corina Machado vivia escondida na Venezuela desde que reivindicou a vitória nas controversas eleições de 2024. Em dezembro, ela fugiu secretamente do país de barco para viajar a Oslo e receber o Prêmio Nobel da Paz, que posteriormente entregou ao presidente dos EUA, Donald Trump.
Os EUA capturaram o ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro, aumentando as esperanças entre apoiadores de que Machado, de 58 anos, desempenharia um papel central na administração do país. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, apoiou Delcy Rodríguez, ex-vice de Maduro, afirmando que Machado não tinha o apoio necessário para governar o país a curto prazo.
Fugida da Venezuela, María Corina tenta voltar após tragédiaLíder da oposição afirma que fará o necessário para retornar ao país e acusa o governo de dificultar ajuda humanitária depois de terremotosMundo2026-06-30T00:02:07.477ZA líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou nesta segunda-feira (29) que está determinada a retornar à Venezuela para participar dos esforços de recuperação após os . Em vídeo publicado no X (antigo Twitter), ela acusou o governo venezuelano de impedir sua entrada ao fechar temporariamente o espaço aéreo. "Estou na Cidade do Panamá, de onde planejava viajar para a Venezuela. O regime fechou o espaço aéreo do nosso país para tentar me impedir", declarou. Machado disse que decidiu voltar ao país após a tragédia para ajudar a coordenar ações de apoio às vítimas. "Meu retorno à Venezuela tornou-se urgente, para que pudéssemos enfrentar juntos essa catástrofe, como uma família faz quando um de seus membros está sofrendo", afirmou. A também acusou o governo de dificultar o trabalho humanitário. Segundo ela, "o regime quer impedir meu retorno à Venezuela, assim como o de muitos compatriotas que desejam ir ajudar" e "também tentou bloquear o trabalho generoso de milhares de cidadãos que distribuem alimentos e medicamentos, impediu a viagem de equipes internacionais de resgate retidas em aeroportos e procurou obstruir o trabalho de jornalistas que buscam a verdade". Para Machado, "bloquear e manipular informações em situações como essa cria ainda mais vítimas". Ela afirmou ainda que o fechamento do espaço aéreo comercial foi revertido, mas alegou que pessoas dispostas a ajudá-la continuam sendo ameaçadas: "O regime chegou ao ponto de fechar o espaço aéreo comercial da Venezuela para me impedir de entrar. Cancelar voos de todas as companhias aéreas durante uma emergência é absolutamente inconcebível. Eles tiveram que reverter a decisão, mas ameaçaram aqueles que querem me ajudar a voltar." Ao concluir a mensagem, Machado reforçou que pretende insistir no retorno. "Não se trata de mim; milhares e milhares de nós queremos ir. É um país inteiro em luto que precisa se unir para encontrar conforto. Neste momento, estou disposto a fazer o que for preciso, a falar com quem for necessário, a coordenar e servir ao nosso povo", afirmou. Nos EUA, retorno de Machado não recebe apoio A intenção de Machado de voltar à Venezuela também provocou reações em Washington. Segundo a agência Reuters, autoridades da Casa Branca e do Departamento de Estado pediram que ela adiasse a viagem, avaliando que este não seria o momento adequado para o retorno ao país, embora apoiem a ideia de que ela volte futuramente. "Apoiamos o retorno dela à Venezuela, mas precisa ser 24 horas depois de uma catástrofe humanitária de grandes proporções, em que o número de mortos continua a subir?", disse um representante da Casa Branca, sob anonimato. vivia escondida na Venezuela desde que . Em dezembro, ela fugiu secretamente do país de barco para viajar a Oslo e receber o Prêmio Nobel da Paz, que posteriormente entregou ao presidente dos EUA, Donald Trump. Os, aumentando as esperanças entre apoiadores de que Machado, de 58 anos, desempenharia um papel central na administração do país. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, apoiou Delcy Rodríguez, ex-vice de Maduro, afirmando que Machado não tinha o apoio necessário para governar o país a curto prazo. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/fugida-da-venezuela-maria-corina-tenta-voltar-apos-tragedia