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Manifestantes se reúnem na Dinamarca e na Groenlândia contra a ameaça de anexação por Trump

Alguns usavam bonés vermelhos que lembram slogan "Make America Great Again" dos apoiadores do presidente dos EUA, mas com a frase "Make America Go Away"

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Vista de Nuuk, Groenlândia 14 de janeiro de 2026 | Reuters/Marko Djurica
• Atualizado em

Manifestantes na Dinamarca e na Groenlândia protestaram neste sábado (17) contra a exigência do presidente Donald Trump de que a ilha do Ártico seja cedida aos EUA e pediram que ela determine seu próprio futuro.

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Trump diz que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais, e não descartou o uso da força para tomá-la. Nações europeias enviaram esta semana pessoal militar para a ilha a pedido da Dinamarca.

Em Copenhague, manifestantes gritavam "A Groenlândia não está à venda" e seguravam slogans como "Não significa Não" e "Tire as mãos da Groenlândia" ao lado da bandeira vermelha e branca do território, enquanto marchavam em direção à embaixada dos EUA.

Alguns usavam bonés de beisebol vermelhos que lembram os bonés "Make America Great Again" dos apoiadores de Trump, mas com o slogan "Make America Go Away".

Em Nuuk, capital da Groenlândia, centenas de manifestantes liderados pelo primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen carregavam bandeiras e faixas semelhantes enquanto se dirigiam ao consulado dos EUA.

Eles passaram por um quarteirão recém-construído para onde Washington planeja transferir seu consulado — atualmente um prédio de madeira vermelha com quatro funcionários.

Os organizadores estimaram que mais de 20.000 pessoas participaram do protesto em Copenhague — o que equivale a toda a população de Nuuk — embora a polícia não tenha fornecido um número oficial. Outros protestos foram realizados em toda a Dinamarca.

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