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Manifestações na Albânia: premiê diz que não irá renunciar

País entra no terceiro dia consecutivo de protestos estudantis; jovens fazem pressão para que Edi Rama deixe o cargo

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André de Sena, com informações da Reuters
Primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama | Reprodução/Reuters

Primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama | Reprodução/Reuters

O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, disse nesta quinta-feira (15) que não vai renunciar ao cargo. Ele está sendo pressionado pelos protestos estudantis que tomam as ruas do país desde terça-feira (13).

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Para justificar seu posicionamento, Rama argumentou que os governos são mudados através de eleições democráticas, não por revoluções.

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"Atacar instituições, destruir propriedade pública e ameaçar a segurança pública não tem nada a ver com as reivindicações legítimas dos estudantes", escreveu em um texto enviado à agência de notícias Reuters.

O início dos protestos contra a corrupção e as desigualdades sociais remonta a maio deste ano, após Rama propor a construção de um resort de luxo na costa sul da Albânia, ideia que foi apoiada por Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ao longo de meses, as manifestações foram pacíficas. Mas nesta semana os estudantes tomaram o protagonismo e entraram em confrontos violentos com a polícia. Na quarta-feira (14), os jovens atearam fogo na sede do Ministério da Educação em Tirana, a capital do país.

A tensão continuou alta nessa quinta-feira, com a polícia utilizando spray de pimenta e jatos d'água na tentativa de conter os manifestantes. O Parlamento teve que cancelar a sessão que estava prevista para esta manhã.

Policiais arrastam manifestante em protesto estudantil na Albânia | Reprodução/Reuters
Policiais arrastam manifestante em protesto estudantil na Albânia | Reprodução/Reuters

Os estudantes querem melhorias nas condições das universidades albanesas, diminuição dos custos no ensino superior e aumento nas perspectivas de emprego após a graduação.

Embora tenha se mostrado aberto a discutir formas de diminuir os custos do ensino superior, Rama prometeu punir os responsáveis pelos atos de violência. "Quem pensa que a lei está distante está enganado. A responsabilidade pela ilegalidade recai sobre todos, e todos os que tiverem participação nessa confusão certamente pagarão", disse durante uma visita ao Colégio da Europa, que ficou destruído após ser incendiado por manifestantes.

A revolta dos jovens albaneses teve início depois que estudantes franceses começaram a promover manifestações por melhorias no ensino médio. Também ocorrem protestos estudantis na Bélgica.

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