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Maduro volta ao tribunal nos EUA nesta quarta-feira

Defesa e acusação propõem que julgamento por tráfico de drogas comece em junho de 2027

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Naiara Ribeiro, com informações da Reuters
Nicolás Maduro sendo levado em janeiro para audiência em Tribunal Federal dos EUA | Reprodução/Reuters

Nicolás Maduro sendo levado em janeiro para audiência em Tribunal Federal dos EUA | Reprodução/Reuters

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, participará nesta quarta-feira (22), às 13h pelo horário de Brasília, de uma audiência no tribunal federal de Manhattan, em Nova York. Ele responde nos Estados Unidos a acusações de tráfico de drogas.

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Ontem (21), promotores do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a defesa propuseram que o julgamento criminal comece em junho de 2027. O cronograma foi apresentado em um documento protocolado na Justiça antes da audiência desta quarta-feira.

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O calendário definitivo será definido pelo juiz federal Alvin Hellerstein, responsável pelo caso. Defesa e acusação também poderão pedir alterações nas datas propostas.

Pelo cronograma, os advogados de Maduro terão até 2 de setembro para apresentar os primeiros pedidos na tentativa de encerrar o processo. Entre eles, deve estar um pedido de arquivamento com o argumento de que Maduro teria imunidade judicial por ser chefe de um Estado soberano.

A defesa poderá apresentar novos pedidos até 11 de janeiro, após receber dos promotores eventuais provas classificadas para análise.

Na primeira audiência do caso, em 5 de janeiro, Maduro afirmou ser um “prisioneiro de guerra”. O ex-presidente, que esteve à frente do país de 2013 até a captura, acusa há anos os Estados Unidos de tentarem derrubá-lo para ampliar o controle sobre as reservas de petróleo da Venezuela.

Os Estados Unidos, por sua vez, classificam Maduro como um ditador corrupto, responsabilizam sua gestão pelo colapso da economia venezuelana e o acusam de fraudar as eleições presidenciais de 2018 e 2024. Washington deixou de reconhecê-lo como presidente legítimo da Venezuela em 2019.

Maduro e Cilia Flores seguem presos em uma penitenciária federal no Brooklyn, em Nova York, desde janeiro.

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