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Navegação no Estreito de Ormuz cai e amplia tensão global

Conflito entre EUA, Irã e houthis reduz circulação de navios e aumenta temor por impacto no comércio mundial de petróleo

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Emanuelle Menezes, com informações da Reuters
Embarcações no Estreito de Ormuz | REUTERS/Stringer

Embarcações no Estreito de Ormuz | REUTERS/Stringer

O número de embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz voltou a cair nesta terça-feira (21), em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo dados da empresa de inteligência marítima Kpler, apenas três navios cruzaram a rota estratégica, um a menos que no dia anterior.

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O estreito, por onde antes da crise passavam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, permanece no centro das tensões desde que o Irã anunciou o fechamento da passagem após os ataques americanos. Desde então, os Estados Unidos mantêm operações militares na região e afirmam que buscam impedir novas ameaças à navegação comercial.

Entre as embarcações que passaram pela região nesta terça estão o cargueiro Kaiser, que deixou o Golfo Pérsico carregado, o graneleiro H7 Smb8, que entrou no estreito sem carga para embarque posterior, e o navio Hsin Ocean, transportando oleína de palma refinada, segundo a Kpler. Nenhum superpetroleiro (VLCC) nem navio transportador de gás natural liquefeito (GNL) foi registrado cruzando o estreito.

Além das tensões em Ormuz, o conflito ameaça atingir outro corredor estratégico para o transporte de petróleo: o estreito de Bab el-Mandeb, na entrada do Mar Vermelho.

De acordo com a agência de notícias Reuters, dois petroleiros que transportavam petróleo saudita para a Ásia mudaram de rota ao se aproximarem da região após ameaças dos rebeldes houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã.

Os insurgentes prometeram impedir a passagem de carregamentos de petróleo da Arábia Saudita e também enviaram comunicados a empresas de navegação alertando para que não realizem operações em portos sauditas, sob risco de ataques.

Pelo Estreito de Ormuz, antes da guerra, passavam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo | Divulgação/NASA
Pelo Estreito de Ormuz, antes da guerra, passavam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo | Divulgação/NASA

EUA chegam ao 11º dia de ataques contra o Irã

A redução do tráfego em Ormuz ocorre enquanto os Estados Unidos realizam o 11º dia consecutivo de bombardeios contra o Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), os ataques têm como alvo instalações militares e infraestrutura usada pelas Forças Armadas iranianas.

Washington afirma que a ofensiva busca reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais e manter aberta uma das principais rotas marítimas do comércio internacional.

Segundo o CENTCOM, o Irã realizou ataques contra mais de 30 embarcações comerciais que cruzavam a região, colocando em risco centenas de tripulantes e comprometendo a liberdade de navegação.

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