Navegação no Estreito de Ormuz cai e amplia tensão global
Conflito entre EUA, Irã e houthis reduz circulação de navios e aumenta temor por impacto no comércio mundial de petróleo
Emanuelle Menezes, com informações da Reuters
Embarcações no Estreito de Ormuz | REUTERS/Stringer
O número de embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz voltou a cair nesta terça-feira (21), em meio à escalada doconflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo dados da empresa de inteligência marítima Kpler, apenas três navios cruzaram a rota estratégica, um a menos que no dia anterior.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O estreito, por onde antes da crise passavam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, permanece no centro das tensões desde que o Irã anunciou o fechamento da passagem após os ataques americanos. Desde então, os Estados Unidos mantêm operações militares na região e afirmam que buscam impedir novas ameaças à navegação comercial.
Entre as embarcações que passaram pela região nesta terça estão o cargueiro Kaiser, que deixou o Golfo Pérsico carregado, o graneleiro H7 Smb8, que entrou no estreito sem carga para embarque posterior, e o navio Hsin Ocean, transportando oleína de palma refinada, segundo a Kpler. Nenhum superpetroleiro (VLCC) nem navio transportador de gás natural liquefeito (GNL) foi registrado cruzando o estreito.
De acordo com a agência de notícias Reuters, dois petroleiros que transportavam petróleo saudita para a Ásia mudaram de rota ao se aproximarem da região após ameaças dos rebeldes houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã.
Os insurgentes prometeram impedir a passagem de carregamentos de petróleo da Arábia Saudita e também enviaram comunicados a empresas de navegação alertando para que não realizem operações em portos sauditas, sob risco de ataques.
Pelo Estreito de Ormuz, antes da guerra, passavam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo | Divulgação/NASA
EUA chegam ao 11º dia de ataques contra o Irã
A redução do tráfego em Ormuz ocorre enquanto os Estados Unidos realizam o 11º dia consecutivo de bombardeios contra o Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), os ataques têm como alvo instalações militares e infraestrutura usada pelas Forças Armadas iranianas.
Washington afirma que a ofensiva busca reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais e manter aberta uma das principais rotas marítimas do comércio internacional.
Segundo o CENTCOM, o Irã realizou ataques contra mais de 30 embarcações comerciais que cruzavam a região, colocando em risco centenas de tripulantes e comprometendo a liberdade de navegação.
Navegação no Estreito de Ormuz cai e amplia tensão globalConflito entre EUA, Irã e houthis reduz circulação de navios e aumenta temor por impacto no comércio mundial de petróleoMundo2026-07-22T12:53:06.192ZO número de embarcações que atravessam o voltou a cair nesta terça-feira (21), em meio à escalada do . Segundo dados da empresa de inteligência marítima Kpler, apenas três navios cruzaram a rota estratégica, um a menos que no dia anterior. O estreito, por onde antes da crise passavam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, permanece no centro das tensões desde que o . Desde então, os Estados Unidos mantêm operações militares na região e afirmam que buscam impedir novas ameaças à navegação comercial. Entre as embarcações que passaram pela região nesta terça estão o cargueiro Kaiser, que deixou o Golfo Pérsico carregado, o graneleiro H7 Smb8, que entrou no estreito sem carga para embarque posterior, e o navio Hsin Ocean, transportando oleína de palma refinada, segundo a Kpler. Nenhum superpetroleiro (VLCC) nem navio transportador de gás natural liquefeito (GNL) foi registrado cruzando o estreito. Além das tensões em Ormuz, o conflito ameaça atingir outro corredor estratégico para o transporte de petróleo: o . De acordo com a agência de notícias Reuters, dois petroleiros que transportavam petróleo saudita para a Ásia mudaram de rota ao se aproximarem da região após ameaças dos rebeldes houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã. Os insurgentes prometeram impedir a passagem de carregamentos de petróleo da Arábia Saudita e também enviaram comunicados a empresas de navegação alertando para que não realizem operações em portos sauditas, sob risco de ataques. EUA chegam ao 11º dia de ataques contra o Irã A redução do tráfego em Ormuz ocorre enquanto os Estados Unidos realizam o 11º dia consecutivo de bombardeios contra o Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), os ataques têm como alvo instalações militares e infraestrutura usada pelas Forças Armadas iranianas. Washington afirma que a ofensiva busca reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais e manter aberta uma das principais rotas marítimas do comércio internacional. Segundo o CENTCOM, o Irã realizou ataques contra mais de 30 embarcações comerciais que cruzavam a região, colocando em risco centenas de tripulantes e comprometendo a liberdade de navegação.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/navegacao-no-estreito-de-ormuz-cai-e-amplia-tensao-global
EUA ainda estão dispostos a negociar com Irã, diz Rubio
Secretário de Estado afirma que país mantém diálogo aberto, mas acusa Teerã de não cumprir acordos e alerta para riscos à de navegação no Estreito de Ormuz