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EUA atacam Irã pelo 11º dia seguido; explosões atingem Teerã

Bombardeios tiveram como alvo instalações militares e ampliam tensão no Estreito de Ormuz; Washington diz que ainda busca solução diplomática

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Explosões foram registradas em Teerã | Foto: Reuters

Explosões foram registradas em Teerã | Foto: Reuters

Os Estados Unidos concluíram, na madrugada desta quarta-feira (22), o 11º dia consecutivo de ataques contra o Irã. Explosões foram registradas em Teerã, e rastros de fumaça foram vistos sobre a capital iraniana durante uma ação da defesa aérea no nordeste da cidade, segundo a agência estatal Fars.

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A Reuters informou que não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade das imagens divulgadas nem confirmar o local e a data exatos dos vídeos. Ainda assim, a agência afirmou que não encontrou registros semelhantes publicados na internet antes de 22 de julho, o que reforça a possibilidade de que o material seja recente.

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De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), a ofensiva teve como alvo centros de operações militares, instalações marítimas, hangares de aeronaves, depósitos de drones e estruturas logísticas das Forças Armadas iranianas.

Os militares americanos afirmaram que os bombardeios têm como objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.

Segundo o CENTCOM, o Irã realizou ataques contra mais de 30 embarcações comerciais que cruzavam a região, colocando em risco centenas de tripulantes e comprometendo a liberdade de navegação.

Marco Rubio diz que negociações continuam

Apesar da escalada militar, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington continua disposto a negociar uma solução para a crise.

Durante reunião com ministros das Relações Exteriores do Sudeste Asiático, Rubio declarou que os Estados Unidos permanecem comprometidos com a diplomacia, mas afirmou que o governo iraniano não demonstra o mesmo interesse em retomar as negociações.

Estreito de Ormuz segue no centro da crise

Rubio afirmou que os Estados Unidos não permitirão que o Irã controle o Estreito de Ormuz, argumentando que isso criaria um precedente perigoso para o comércio internacional e para outras disputas marítimas, como as existentes no Mar do Sul da China.

A continuidade dos ataques e a instabilidade na região aumentam a preocupação com possíveis impactos no abastecimento global de petróleo e na segurança da navegação internacional.

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