Maduro propõe diálogo com EUA em meio a tensões no Caribe
Presidente venezuelano citou temas como tráfico de drogas e petróleo, dizendo estar pronto para "conversas sérias"
Camila Stucaluc
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro | Divulgação
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou na quinta-feira (1º) estar pronto para “conversar seriamente” com o governo dos Estados Unidos sobre tráfico de drogas. A declaração foi dada em meio à operação de Washington contra o narcotráfico no Caribe, que vem elevando a tensão entre os países.
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“O governo dos Estados Unidos sabe disso, porque já dissemos a muitos dos seus porta-vozes: se quiserem discutir seriamente um acordo para combater o narcotráfico, estamos prontos”, disse Maduro, em entrevista à estatal VTV. “Havia especulação sobre uma segunda conversa. Mas tivemos apenas uma conversa”, acrescentou, referindo-se ao telefonema com o presidente Donald Trump, em novembro.
Além do tráfico de drogas, Maduro disse estar disposto a conversar com o governo norte-americano sobre petróleo. Em dezembro, Trump anunciou o bloqueio de navios petroleiros de empresas sancionadas da Venezuela, com exceção da Chevron, que, mesmo com as restrições, opera na região com o aval de Washington para reduzir o preço da gasolina no território norte-americano.
“Se quiserem petróleo da Venezuela, a Venezuela está pronta para os investimentos americanos, como aconteceu com a Chevron, quando quiserem, onde quiserem e como quiserem”, afirmou o líder venezuelano.
Venezuela e Estados Unidos encontram-se em uma tensão militar desde setembro do ano passado, quando Washington iniciou umaoperação naval contra o narcotráficono Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. Trump acusa cartéis latino-americanos de transportarem drogas para o país pelo mar.
A operação desperta alerta no governo de Nicolás Maduro, que iniciou uma mobilização de militares e milicianos para reforçar o patrulhamento da fronteira. Isso porque o líder venezuelano teme que a operação naval norte-americana seja uma ofensiva disfarçada, com o objetivo de mudar o regime do país à força.
Essa preocupação aumentou nas últimas semanas devido ao aumento da presença militar norte-americana no Caribe. Além de navios de guerra e submarinos já mobilizados, a Casa Branca enviou caças F-35 à região, bem como o porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o maior e mais moderno do mundo.
Nesta semana, Trump ainda revelou que os Estados Unidos atacaram uma “grande instalação portuária” na Venezuela na última sexta-feira (26), usada para o “carregamento de drogas”. A operação, comandada pela Agência Central de Inteligência (CIA), marca o primeiro ataque terrestre no país sul-americano desde o início da campanha de Washington contra cartéis de drogas na América Latina.
Maduro propõe diálogo com EUA em meio a tensões no CaribePresidente venezuelano citou temas como tráfico de drogas e petróleo, dizendo estar pronto para "conversas sérias"Mundo2026-01-02T05:10:00.000ZO presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou na quinta-feira (1º) estar pronto para “conversar seriamente” com o governo dos Estados Unidos sobre tráfico de drogas. A declaração foi dada em meio à operação de Washington contra o narcotráfico no Caribe, que vem elevando a tensão entre os países. “O governo dos Estados Unidos sabe disso, porque já dissemos a muitos dos seus porta-vozes: se quiserem discutir seriamente um acordo para combater o narcotráfico, estamos prontos”, disse Maduro, em entrevista à estatal VTV. “Havia especulação sobre uma segunda conversa. Mas tivemos apenas uma conversa”, acrescentou, referindo-se ao telefonema com o presidente Donald Trump, em novembro. Além do tráfico de drogas, Maduro disse estar disposto a conversar com o governo norte-americano sobre petróleo. Em dezembro, Trump anunciou o , com exceção da Chevron, que, mesmo com as restrições, opera na região com o aval de Washington para reduzir o preço da gasolina no território norte-americano. “Se quiserem petróleo da Venezuela, a Venezuela está pronta para os investimentos americanos, como aconteceu com a Chevron, quando quiserem, onde quiserem e como quiserem”, afirmou o líder venezuelano. Venezuela e Estados Unidos encontram-se em uma tensão militar desde setembro do ano passado, quando Washington iniciou uma no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. Trump acusa cartéis latino-americanos de transportarem drogas para o país pelo mar. A operação desperta alerta no governo de Nicolás Maduro, que iniciou uma mobilização de militares e milicianos para. Isso porque o líder venezuelano teme que a operação naval norte-americana seja uma ofensiva disfarçada, com o à força. Essa preocupação aumentou nas últimas semanas devido ao aumento da presença militar norte-americana no Caribe. Além de navios de guerra e submarinos já mobilizados, a Casa Branca enviou caças F-35 à região, bem como o , considerado o maior e mais moderno do mundo. Nesta semana, Trump ainda revelou que os na última sexta-feira (26), usada para o “carregamento de drogas”. A operação, comandada pela Agência Central de Inteligência (CIA), marca o primeiro ataque terrestre no país sul-americano desde o início da campanha de Washington contra cartéis de drogas na América Latina.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/maduro-propoe-dialogo-com-eua-em-meio-a-tensoes-no-caribe
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