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Trump anuncia bloqueio total de petroleiros da Venezuela e eleva tensão com Maduro

Presidente dos EUA afirma que país está “totalmente cercado” e ordena bloqueio de navios ligados ao setor de petróleo venezuelano

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Antonio Souza, com informações da Reuters
17/12/2025, 01:09 • Atualizado em 17/12/2025, 01:09
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Trump EUA quer atingir o setor de petróleo da Venezuela, a principal fonte de receita do país | REUTERS/ Leonardo Fernandez Viloria

Trump EUA quer atingir o setor de petróleo da Venezuela, a principal fonte de receita do país | REUTERS/ Leonardo Fernandez Viloria

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (16) um bloqueio total e completo de navios petroleiros que entram e saem da Venezuela, afirmando que o país está “totalmente cercado”.

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A medida representa uma forte escalada na tensão diplomática entre Washington e o governo de Nicolás Maduro.

Em comunicado publicado na rede social Truth Social, Trump declarou que a Venezuela estaria cercada pela “maior armada já reunida na história da América do Sul” e afirmou que o bloqueio permanecerá até que o país “devolva” aos Estados Unidos petróleo, terras e outros bens que, segundo ele, teriam sido “roubados”.

O presidente dos Estados Unidos acusa o governo de Nicolás Maduro de usar recursos do petróleo para financiar o narcotráfico, o tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros, e afirma que o regime venezuelano foi classificado por Washington como uma “organização terrorista estrangeira”.

Com a ação anunciada nesta terça-feira, o bloqueio atinge diretamente o setor de petróleo, principal fonte de receita da Venezuela, e pode indicar uma intensificação dos esforços americanos para asfixiar economicamente o país.

Presença militar dos EUA na região

A medida ocorre após o aumento da presença militar americana no Caribe e no Pacífico Oriental. Na segunda-feira (15), a Marinha dos EUA atacou três embarcações na região.

Segundo Washington, este foi o 22º ataque desde setembro, quando os Estados Unidos iniciaram uma operação naval contra o narcotráfico próximo às costas da Venezuela e da Colômbia.

Além de navios de guerra e submarinos, os EUA mobilizaram Caças F-35 e o porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o maior e mais moderno do mundo.

Trump já afirmou anteriormente que operações marítimas podem evoluir para ações terrestres na Venezuela.

O governo venezuelano reagiu com preocupação. Nicolás Maduro iniciou a mobilização de militares e milicianos para reforçar o patrulhamento das fronteiras, temendo que a operação naval americana seja uma ofensiva disfarçada para derrubar o regime.

Maduro acusa Trump de colonialismo e ingerência nos assuntos internos do país.

Carta à Opep amplia crise diplomática

A crise se aprofundou após a divulgação de uma carta enviada por Maduro à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aos países da Opep+ em novembro.

O documento acusa os Estados Unidos de tentar se apoderar das reservas de petróleo venezuelanas por meio de pressão militar. A carta foi tornada pública pela vice-presidente Delcy Rodríguez, durante uma reunião virtual da entidade.

Segundo ela, uma ação desse tipo pode provocar fortes impactos no mercado global de energia.

Washington acusa Maduro de liderar o chamado “Cartel de los Soles”, grupo que, segundo os EUA, estaria ligado ao narcotráfico internacional. O governo americano mantém sanções econômicas, pressão diplomática e apoio à oposição venezuelana.

Maduro nega as acusações e afirma que os Estados Unidos agem para controlar recursos estratégicos da Venezuela.

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