Presidente da Colômbia diz que EUA bombardearam laboratório de cocaína na Venezuela
Gustavo Petro acusou guerrilha ELN de incentivar invasão norte-americana no país vizinho
Camila Stucaluc
31/12/2025, 06:24 • Atualizado em 31/12/2025, 22:47
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse na terça-feira (30) que os Estados Unidos bombardearam um laboratório de produção de cocaína em Maracaibo, na Venezuela. Ele atribuiu a ação à guerrilha colombiana do Exército de Libertação Nacional (ELN), dizendo que a atuação do grupo incentiva a invasão no país vizinho.
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"Sabemos que [o presidente dos Estados Unidos Donald] Trump bombardeou uma fábrica em Maracaibo; tememos que lá misturem pasta de coca para produzir cocaína e se aproveitem da localização de Maracaibo à beira-mar. É simplesmente o ELN. O ELN está permitindo, com seu tráfico e seu dogma mental, a invasão da Venezuela”, disse Petro.
A declaração do presidente colombiano ocorre poucos dias após Trump afirmar que os Estados Unidos atacaram uma “grande instalação portuária” na Venezuela na última sexta-feira (26), usada para o “carregamento de drogas”. O republicano não especificou onde ocorreu o ataque, dizendo apenas que a ação, comandada pela Agência Central de Inteligência (CIA), foi “ao longo da costa”.
O governo venezuelano ainda não se pronunciou sobre o assunto. A operação é o primeiro ataque terrestre direcionado ao país desde o início da campanha de Washington contra cartéis de drogas na América Latina, em setembro. Até o momento, mais de 30 embarcações que navegavam no Caribe ou no Pacífico foram destruídas pela Marinha norte-americana, acusadas de transitar por rotas de narcotráfico.
Operação deixa Venezuela em alerta
A operação despertou alerta no governo de Nicolás Maduro, que começou a mobilizar militares e milicianos para reforçar o patrulhamento da fronteira. Isso porque o líder venezuelano teme que a operação naval norte-americana seja uma ofensiva disfarçada, com o objetivo de mudar o regime do país à força.
Essa preocupação aumentou nas últimas semanas devido ao aumento da presença militar norte-americana no Caribe. Além de navios de guerra e submarinos já mobilizados, a Casa Branca enviou caças F-35 à região, bem como o porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o maior e mais moderno do mundo.
Outra movimentação dos Estados Unidos foi bloquear navios petroleiros sancionados da Venezuela, numa tentativa de sufocar a economia local, já que o produto é a principal fonte de renda do país. Maduro criticou a decisão, acusando Washington de colonialismo. "O imperialismo e a direita fascista querem colonizar a Venezuela para tomar posse de sua riqueza de petróleo, gás, ouro, entre outros minerais”, disse.
Presidente da Colômbia diz que EUA bombardearam laboratório de cocaína na VenezuelaGustavo Petro acusou guerrilha ELN de incentivar invasão norte-americana no país vizinhoMundo2025-12-31T06:24:00.000ZO presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse na terça-feira (30) que os Estados Unidos bombardearam um laboratório de produção de cocaína em Maracaibo, na Venezuela. Ele atribuiu a ação à guerrilha colombiana do Exército de Libertação Nacional (ELN), dizendo que a atuação do grupo incentiva a invasão no país vizinho. "Sabemos que [o presidente dos Estados Unidos Donald] Trump bombardeou uma fábrica em Maracaibo; tememos que lá misturem pasta de coca para produzir cocaína e se aproveitem da localização de Maracaibo à beira-mar. É simplesmente o ELN. O ELN está permitindo, com seu tráfico e seu dogma mental, a invasão da Venezuela”, disse Petro. A declaração do presidente colombiano ocorre poucos dias após na última sexta-feira (26), usada para o “carregamento de drogas”. O republicano não especificou onde ocorreu o ataque, dizendo apenas que a ação, comandada pela Agência Central de Inteligência (CIA), foi “ao longo da costa”. O governo venezuelano ainda não se pronunciou sobre o assunto. A operação é o primeiro ataque terrestre direcionado ao país desde o início da na América Latina, em setembro. Até o momento, mais de 30 embarcações que navegavam no Caribe ou no Pacífico foram destruídas pela Marinha norte-americana, acusadas de transitar por rotas de narcotráfico. Operação deixa Venezuela em alerta A operação despertou alerta no governo de Nicolás Maduro, que começou a mobilizar militares e milicianos para. Isso porque o líder venezuelano teme que a operação naval norte-americana seja uma ofensiva disfarçada, com o à força. Essa preocupação aumentou nas últimas semanas devido ao aumento da presença militar norte-americana no Caribe. Além de navios de guerra e submarinos já mobilizados, a Casa Branca enviou caças F-35 à região, bem como o , considerado o maior e mais moderno do mundo. Outra movimentação dos Estados Unidos foi , numa tentativa de sufocar a economia local, já que o produto é a principal fonte de renda do país. Maduro criticou a decisão, acusando Washington de colonialismo. "O imperialismo e a direita fascista querem colonizar a Venezuela para tomar posse de sua riqueza de petróleo, gás, ouro, entre outros minerais”, disse.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/presidente-da-colombia-diz-que-eua-bombardearam-laboratorio-de-cocaina-na-venezuela