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Trump diz ter acordo para reforçar segurança na Groenlândia

Presidente afirma que entendimento com Dinamarca garante presença permanente dos EUA, mas termos ainda não foram confirmados por Copenhague ou Nuuk

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SBT Brasil
Vista de Nuuk, na Groenlândia | Foto: Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix via Reuters - 21.01.2026

Vista de Nuuk, na Groenlândia | Foto: Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix via Reuters - 21.01.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (18) que os EUA e Dinamarca chegaram a um acordo para reforçar o controle da segurança da Groenlândia.

Segundo Trump, o entendimento garantiria aos norte-americanos presença permanente na região e impediria que países rivais instalassem bases militares ou realizassem investimentos estratégicos sem autorização dos Estados Unidos.

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A Dinamarca, que administra a Groenlândia como território autônomo, ainda não confirmou os termos apresentados pelo presidente americano.

Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia vêm negociando uma solução para ampliar a cooperação em segurança no Ártico.

O governo dinamarquês afirmou recentemente que espera encontrar uma saída diplomática para a crise. A Groenlândia, por sua vez, mantém posição contrária à transferência do território para os Estados Unidos.

A ilha não está à venda, e qualquer mudança em seu status político dependeria da participação dos groenlandeses e das autoridades dinamarquesas.

Os Estados Unidos e a Dinamarca mantêm desde 1951 um acordo de defesa que permite a Washington construir e operar instalações militares na Groenlândia, além de movimentar forças no território com comunicação às autoridades dinamarquesas e groenlandesas.

O acordo é citado nas discussões atuais sobre a segurança do Ártico, mas não estabelece que a Groenlândia passe a ser controlada pelos Estados Unidos.

Região é estratégica para Estados Unidos

Com cerca de 57 mil habitantes, a Groenlândia ocupa uma posição estratégica no Ártico, entre a América do Norte e a Europa.

A proximidade com a Rússia e as rotas marítimas do extremo norte aumentou o interesse militar dos Estados Unidos na região. A ilha também possui reservas minerais e potencial para exploração de petróleo e gás, embora as atividades econômicas estejam sujeitas às regras locais e às restrições ambientais.

Trump afirma há meses que o controle da Groenlândia é necessário para a segurança americana e para conter a influência de Rússia e China no Ártico.

Projeto de defesa também é citado

O interesse americano pela Groenlândia também está relacionado ao projeto conhecido como Domo de Ouro, sistema de defesa antimísseis anunciado por Trump.

A localização da ilha poderia ter importância para radares, sensores e outras estruturas destinadas a monitorar lançamentos de mísseis e atividades militares no Polo Norte.

Ainda não há, porém, confirmação de que um eventual acordo sobre a Groenlândia autorize a instalação de armas no espaço ou estabeleça novas estruturas específicas do Domo de Ouro.

Governo local ainda não se manifestou

Até o momento, o governo da Groenlândia não confirmou o acordo anunciado por Trump.

A ausência de manifestação das autoridades locais é relevante porque a ilha possui governo próprio e participa das decisões relacionadas a recursos naturais, segurança interna e futuro político do território.

O anúncio do presidente americano poderá aumentar as tensões com a Dinamarca e com a população groenlandesa, especialmente se os termos divulgados forem interpretados como uma tentativa de limitar a autonomia da ilha.

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