PCDs têm taxa de analfabetismo de 12,2%, revela IBGE
Pesquisa mostra que brasileiros com deficiência têm menor frequência escolar e estudam em escolas sem mecanismos de acessibilidade
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Artur Maldaner
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (18), mostra que as pessoas com deficiência (PCDs) no Brasil enfrentam obstáculos no acesso à educação e possuem uma maior taxa de analfabetismo.
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A pesquisa aponta que, em 2022, 12,2% dos jovens de 15 a 29 com deficiência não sabiam ler e escrever uma sentença simples. A taxa nacional de analfabetismo na mesma faixa etária e no mesmo período é de 1%.
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A coordenadora de indicadores sociais, Luanda Botelho, reconhece que a disparidade de ensino entre os grupos está relacionada à maior concentração de pessoas com deficiências entre os idosos. Ainda assim, “a desigualdade não se resume à questão geracional”, diz a pesquisadora, que associa o problema à falta de acesso dos ambientes escolares.
Entre as crianças de 6 a 14 anos com deficiência profunda, apenas 82,3% frequentavam a escola. Já entre as com deficiência severa eram 95,6%, ante 98,4% de frequência escolar das crianças sem deficiência, cerca de 2,8 pontos percentuais.
Na faixa etária dos estudantes do ensino médio, entre 15 e 17 anos, as taxas de frequência eram de 65,6%, para jovens com deficiência profunda, 82,8%, daqueles com deficiência severa, e 85,4% dos sem deficiência.
No entanto, os dados apontam para um maior acesso das pessoas com deficiência ao ensino superior. Entre 2014 e 2024, o número de matrículas desse grupo passou de 33,4 mil para 95,6 mil.
A alta nas matrículas é impulsionada pela graduação à distância, que foi de 11,9 mil alunos PcD em 2019, para 45 mil em 2024. O IBGE associa o crescimento no período à pandemia de Covid-19.
Falhas estruturais
Segundo o Censo Escolar, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 2025, 78,5% das escolas de educação básica tinham pelo menos uma ferramenta de acessibilidade.
O mais comum eram os banheiros acessíveis, presente em 57% das escolas, com 54,8% da rede de ensino pública e 64,4% da rede particular.
A pesquisa mostrou que 30% das escolas tinham sala de recursos multifuncionais, um espaço destinado ao atendimento educacional especializado (AEE). Na rede pública eram 34,5%, contra 15,2%.
Por fim, cerca de 26,2% das unidades contavam com profissional de apoio aos alunos com deficiência, sendo, entre essas, 32,8% da rede pública e apenas 4,6% da rede privada.
PCDs têm taxa de analfabetismo de 12,2%, revela IBGEPesquisa mostra que brasileiros com deficiência têm menor frequência escolar e estudam em escolas sem mecanismos de acessibilidadeBrasil2026-09-18T20:57:54.487ZLevantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (18), mostra que as pessoas com deficiência (PCDs) no Brasil enfrentam obstáculos no acesso à educação e possuem uma maior taxa de analfabetismo. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A pesquisa aponta que, em 2022, 12,2% dos jovens de 15 a 29 com deficiência não sabiam ler e escrever uma sentença simples. A taxa nacional de analfabetismo na mesma faixa etária e no mesmo período é de 1%. A coordenadora de indicadores sociais, Luanda Botelho, reconhece que a disparidade de ensino entre os grupos está relacionada à maior concentração de pessoas com deficiências entre os idosos. Ainda assim, “a desigualdade não se resume à questão geracional”, diz a pesquisadora, que associa o problema à falta de acesso dos ambientes escolares. Entre as crianças de 6 a 14 anos com deficiência profunda, apenas 82,3% frequentavam a escola. Já entre as com deficiência severa eram 95,6%, ante 98,4% de frequência escolar das crianças sem deficiência, cerca de 2,8 pontos percentuais. Na faixa etária dos estudantes do ensino médio, entre 15 e 17 anos, as taxas de frequência eram de 65,6%, para jovens com deficiência profunda, 82,8%, daqueles com deficiência severa, e 85,4% dos sem deficiência. No entanto, os dados apontam para um maior acesso das pessoas com deficiência ao ensino superior. Entre 2014 e 2024, o número de matrículas desse grupo passou de 33,4 mil para 95,6 mil. A alta nas matrículas é impulsionada pela graduação à distância, que foi de 11,9 mil alunos PcD em 2019, para 45 mil em 2024. O IBGE associa o crescimento no período à pandemia de Covid-19. Falhas estruturais Segundo o Censo Escolar, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 2025, 78,5% das escolas de educação básica tinham pelo menos uma ferramenta de acessibilidade. O mais comum eram os banheiros acessíveis, presente em 57% das escolas, com 54,8% da rede de ensino pública e 64,4% da rede particular. A pesquisa mostrou que 30% das escolas tinham sala de recursos multifuncionais, um espaço destinado ao atendimento educacional especializado (AEE). Na rede pública eram 34,5%, contra 15,2%. Por fim, cerca de 26,2% das unidades contavam com profissional de apoio aos alunos com deficiência, sendo, entre essas, 32,8% da rede pública e apenas 4,6% da rede privada. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/pc-ds-tem-taxa-de-analfabetismo-de-12-2-revela-ibge
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