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Greve dos Correios será discutida no TST; veja situação hoje

Empresa cita necessidade de reduzir despesas e aponta que 89% das receitas são destinadas a salários e benefícios; categoria cobra manutenção do plano de saúde

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Caroline Vale
Passeata da greve dos Correios. | Divulgação/SINTECT-SP

Passeata da greve dos Correios. | Divulgação/SINTECT-SP

A greve dos trabalhadores dos Correios chega ao nono dia nesta sexta-feira (18). A categoria mantém a paralisação e cobra a retomada das negociações, enquanto a empresa espera julgamento do dissídio coletivo, marcado a próxima segunda-feira (21).

No pedido de dissídio coletivo apresentado ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), os Correios alegaram a necessidade de controlar despesas em meio ao processo de reestruturação. Segundo a estatal, conforme relatado no documento, 89% da receita é destinada ao pagamento de salários e benefícios.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo (SINTECT-SP), o plano de saúde é um dos principais pontos de reivindicação. O sindicato defende a manutenção da assistência médica para trabalhadores, aposentados e dependentes, além da preservação dos demais direitos.

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O presidente do sindicato, Elias Diviza, afirmou que a categoria espera uma nova rodada de negociações.

“A categoria mostrou nas ruas que está unida e quer negociação. Esperamos uma posição da direção dos Correios e também do governo Lula para construirmos um acordo que respeite nossos direitos e garanta o plano de saúde”, disse.

A paralisação começou às 22h de 10 de setembro, após os trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada pelos Correios durante a Campanha Salarial. A paralisação tem provocado impactos na operação.

Os Correios afirmaram em nota que haviam apresentado uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo. A empresa também informou que o texto previa reajuste de 100% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e manutenção da assistência à saúde.

"Os Correios executam seu Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes. Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país", disse.

Próximos passos

O cenário da greve deve ser discutido na próxima segunda. Às 13h30, está previsto no TST o julgamento do dissídio coletivo de greve.

No mesmo dia, às 18h, o SINTECT-SP convocou uma assembleia na Quadra da Escola de Samba Unidos do Peruche, na zona norte de São Paulo.

Os trabalhadores deverão avaliar o resultado do julgamento e decidir os próximos passos da paralisação.

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