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Maduro mobiliza Forças Armadas para conter protestos na Venezuela

Moradores acusam fraude nas eleições; comunidade internacional também questiona resultado

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Camila Stucaluc
31/07/2024, 06:11 • Atualizado em 31/07/2024, 10:52
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População questiona resultado das eleições | Reprodução/redes sociais

População questiona resultado das eleições | Reprodução/redes sociais

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mobilizou as Forças Armadas e determinou o aumento de patrulhas policiais no país. A medida, que passa a valer a partir desta quarta-feira (31), tem como objetivo conter os protestos que questionam o resultado da eleição presidencial, que apontou o líder venezuelano como vencedor.

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“Vivemos uma tentativa de desestabilização na Venezuela, tudo isto contra a paz do povo, dos cidadãos e das instituições. A batalha do 28 de julho é uma batalha definitiva contra o fascismo, o ódio, a intolerância, e aqueles que querem impor uma guerra civil na Venezuela, um golpe de Estado, e que querem fomentar a divisão no país”, disse Maduro.

A contestação do resultado do pleito acontece em meio aos rumores de que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), favorável a Maduro, tenha fraudado a apuração. Na contagem da entidade, Maduro aparece 52,21% dos votos, ante 44,2% de Edmundo González. A oposição contesta os números, alegando ter provas da vitória de González.

A apuração também é questionada por governos internacionais, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Chile, Argentina, Uruguai, Equador, Peru e Colômbia, além da União Europeia. Todos pedem a divulgação das atas – boletins das urnas –, que mostrarão a veracidade da contagem de votos. O mesmo foi solicitado pelo Brasil.

Com a repercussão, moradores começaram a protestar contra a vitória de Maduro. Os atos se estendem por todas as regiões do país, provocando confronto entre manifestantes e policiais, bem como deterioração do patrimônio público, como as estátuas relacionadas ao regime de Maduro. Até o momento, 11 pessoas foram mortas e mais de 700, presas.

Na terça-feira (30), o presidente venezuelano prometeu penas de 15 até 30 anos de prisão para os manifestantes, dizendo que “desta vez não haverá perdão”. Ele ainda culpou González e Maria Corina Machado, líder da oposição, pelos atos de violência no país e prometeu que “a justiça chegará” até os responsáveis.

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