Juíza dos EUA bloqueia ordem de Trump sobre cidadania
Decisão impede agências federais de negar ou deixar de reconhecer cidadania de crianças abrangidas por ação coletiva.
Reuters
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Reuters
A juíza federal Deborah Boardman bloqueou nesta quarta-feira a aplicação de uma nova ordem executiva do presidente Donald Trump querestringia a cidadania por nascimento nos Estados Unidos. A decisão foi tomada em Greenbelt, no estado de Maryland, após um pedido apresentado por organizações de defesa dos direitos dos imigrantes.
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A medida impede que órgãos federais interfiram, neguem ou deixem de reconhecer a cidadania de crianças abrangidas por uma ação coletiva. Entre as agências alcançadas estão o Departamento de Estado, o Departamento de Segurança Interna e a Administração da Previdência Social.
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A nova ordem de Trump foi assinada em 6 de agosto, depois que a Suprema Corte rejeitou uma tentativa anterior do governo de limitar a cidadania por nascimento.
Em 30 de junho, a Corte considerou incompatível com a 14ª Emenda a ordem que negava cidadania automática a crianças nascidas nos Estados Unidos quando os pais não eram cidadãos americanos nem residentes permanentes legais, os chamados portadores de green card.
A cláusula constitucional estabelece que são cidadãos americanos as pessoas nascidas nos Estados Unidos e submetidas à jurisdição do país.
Na decisão, Boardman afirmou que a nova ordem é “quase certamente inconstitucional” quando aplicada às crianças incluídas na ação coletiva. Segundo a magistrada, a Suprema Corte já havia estabelecido que essas crianças são cidadãs desde o nascimento.
A medida assinada por Trump tinha como alvo principal o chamado “turismo de parto”, prática em que mulheres viajam aos Estados Unidos para dar à luz com o objetivo de garantir a cidadania americana aos filhos.
A ordem também previa restrições para crianças cujos pais trabalhassem para governos estrangeiros nos Estados Unidos, estivessem envolvidos em fraude ou transações comerciais destinadas à obtenção da cidadania ou fossem classificados como “inimigos estrangeiros”.
A decisão de Boardman foi tomada a pedido de advogados que representam bebês e famílias que poderiam ser afetados pela ordem presidencial de 2025. No ano passado, a mesma juíza já havia impedido o governo de aplicar a primeira versão da medida.
Governo considera processo prematuro
Entre os autores da ação estão as organizações CASA e Asylum Seeker Advocacy Project. Os grupos argumentaram que a nova ordem não poderia ser usada para retirar direitos de crianças cuja cidadania já é garantida pela Constituição.
A administração Trump afirmou que o processo era prematuro. A Casa Branca não havia respondido imediatamente ao pedido de comentário.
A decisão bloqueia a aplicação da ordem para as pessoas abrangidas pela ação coletiva, mas a disputa judicial ainda não terminou. O governo pode recorrer e questionar o alcance da liminar em instâncias superiores.
Juíza dos EUA bloqueia ordem de Trump sobre cidadaniaDecisão impede agências federais de negar ou deixar de reconhecer cidadania de crianças abrangidas por ação coletiva.Mundo2026-09-02T23:55:15.803ZA juíza federal Deborah Boardman bloqueou nesta quarta-feira a aplicação de uma nova ordem executiva do nos Estados Unidos. A decisão foi tomada em Greenbelt, no estado de Maryland, após um pedido apresentado por organizações de defesa dos direitos dos imigrantes. A medida impede que órgãos federais interfiram, neguem ou deixem de reconhecer a cidadania de crianças abrangidas por uma ação coletiva. Entre as agências alcançadas estão o Departamento de Estado, o Departamento de Segurança Interna e a Administração da Previdência Social. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A nova ordem de Trump foi assinada em 6 de agosto, depois que a Suprema Corte rejeitou uma tentativa anterior do governo de limitar a cidadania por nascimento. Em 30 de junho, a Corte considerou incompatível com a 14ª Emenda a ordem que negava cidadania automática a crianças nascidas nos Estados Unidos quando os pais não eram cidadãos americanos nem residentes permanentes legais, os chamados portadores de green card. A cláusula constitucional estabelece que são cidadãos americanos as pessoas nascidas nos Estados Unidos e submetidas à jurisdição do país. Na decisão, Boardman afirmou que a nova ordem é “quase certamente inconstitucional” quando aplicada às crianças incluídas na ação coletiva. Segundo a magistrada, a Suprema Corte já havia estabelecido que essas crianças são cidadãs desde o nascimento. + Ordem mira o chamado "turismo de parto" A medida assinada por Trump tinha como alvo principal o chamado “turismo de parto”, prática em que mulheres viajam aos Estados Unidos para dar à luz com o objetivo de garantir a cidadania americana aos filhos. A ordem também previa restrições para crianças cujos pais trabalhassem para governos estrangeiros nos Estados Unidos, estivessem envolvidos em fraude ou transações comerciais destinadas à obtenção da cidadania ou fossem classificados como “inimigos estrangeiros”. A decisão de Boardman foi tomada a pedido de advogados que representam bebês e famílias que poderiam ser afetados pela ordem presidencial de 2025. No ano passado, a mesma juíza já havia impedido o governo de aplicar a primeira versão da medida. Governo considera processo prematuro Entre os autores da ação estão as organizações CASA e Asylum Seeker Advocacy Project. Os grupos argumentaram que a nova ordem não poderia ser usada para retirar direitos de crianças cuja cidadania já é garantida pela Constituição. A administração Trump afirmou que o processo era prematuro. A Casa Branca não havia respondido imediatamente ao pedido de comentário. A decisão bloqueia a aplicação da ordem para as pessoas abrangidas pela ação coletiva, mas a disputa judicial ainda não terminou. O governo pode recorrer e questionar o alcance da liminar em instâncias superiores. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/juiza-dos-eua-bloqueia-ordem-de-trump-sobre-cidadania
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