Javier Milei culpa feministas e aborto pela baixa natalidade
Presidente da Argentina reclama das baixas taxas de crescimento populacional e de natalidade, o que considera prejudicial à economia do país
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SBT News, Agência EFE
Partido de Milei obtém mais de 40% dos votos e vence eleições legislativas na Argentina
O presidente da Argentina, Javier Milei, disse, nesta quinta-feira (20), que as feministas e a legalização do aborto são culpados pela baixa natalidade em seu país, ao afirmar que isso tem consequências econômicas e para o sistema de pensões.
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"Estamos pagando muito caro a loucura dos lenços verdes [símbolo feminista e da luta pelo aborto legal]. A Argentina não atinge a taxa de crescimento populacional e de natalidade que permite a reposição", falou, durante discurso no Council of the Americas, em Buenos Aires.
Ele aprofundou sua crítica ao apontar as consequências que, a seu ver, são geradas pela baixa natalidade.
"Essa paixão por assassinar crianças no ventre da mãe está nos custando em termos de crescimento e matéria previdenciária. Também em capital humano."
Milei tem uma postura abertamente contrária à interrupção voluntária da gravidez, que é legal na Argentina desde 2020, o que representou então um marco na luta feminista para toda a América Latina.
Em fevereiro de 2024, legisladores de 'La Libertad Avanza' (LLA), partido do presidente, apresentaram um projeto para revogar o aborto voluntário.
A legislação vigente permite interromper a gravidez até a 14ª semana de gestação, de forma segura, legal e gratuita. Após esse prazo, contempla o acesso a este direito quando houver risco à vida ou à saúde da mulher ou quando a gravidez for resultado de um estupro.
Milei também já questionou o aborto em cenários internacionais. Durante discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, em janeiro de 2024, ele atacou o movimento feminista e investiu contra o que chamou de "agenda sangrenta do aborto".
De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas, os nascimentos caíram na Argentina na última década para 1,2 filho por mulher, um dos níveis mais baixos da região. O organismo atribui essa diminuição a fatores como a crescente dificuldade em concretizar um projeto familiar por fatores econômicos, de trabalho, habitacionais e de organização dos cuidados.
Javier Milei culpa feministas e aborto pela baixa natalidadePresidente da Argentina reclama das baixas taxas de crescimento populacional e de natalidade, o que considera prejudicial à economia do país Mundo2026-08-21T00:14:41.747Z, disse, nesta quinta-feira (20), que as feministas e a legalização do aborto são culpados pela baixa natalidade em seu país, ao afirmar que isso tem consequências econômicas e para o sistema de pensões. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique e siga o canal do SBT News. "Estamos pagando muito caro a loucura dos lenços verdes [símbolo feminista e da luta pelo aborto legal]. A Argentina não atinge a taxa de crescimento populacional e de natalidade que permite a reposição", falou, durante discurso no Council of the Americas, em Buenos Aires. Ele aprofundou sua crítica ao apontar as consequências que, a seu ver, são geradas pela baixa natalidade. "Essa paixão por assassinar crianças no ventre da mãe está nos custando em termos de crescimento e matéria previdenciária. Também em capital humano." Milei tem uma postura abertamente contrária à interrupção voluntária da gravidez, que é legal na Argentina desde 2020, o que representou então um marco na luta feminista para toda a América Latina. Em fevereiro de 2024, legisladores de 'La Libertad Avanza' (LLA), partido do presidente, apresentaram um projeto para revogar o aborto voluntário. A legislação vigente permite interromper a gravidez até a 14ª semana de gestação, de forma segura, legal e gratuita. Após esse prazo, contempla o acesso a este direito quando houver risco à vida ou à saúde da mulher ou quando a gravidez for resultado de um estupro. Milei também já questionou o aborto em cenários internacionais. Durante discurso no de Davos, na Suíça, em janeiro de 2024, ele atacou o movimento feminista e investiu contra o que chamou de "agenda sangrenta do aborto". De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas, os nascimentos caíram na Argentina na última década para 1,2 filho por mulher, um dos níveis mais baixos da região. O organismo atribui essa diminuição a fatores como a crescente dificuldade em concretizar um projeto familiar por fatores econômicos, de trabalho, habitacionais e de organização dos cuidados. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/javier-milei-culpa-feministas-e-aborto-pela-baixa-natalidade