Chanceler e embaixador reforçam avaliação sobre Javier Milei
Autoridades brasileiras se reuniram no Itamaraty para avaliar cenário das relações diplomáticas com a Argentina

Lula e Milei: cerimônia de transmissão da presidência temporária do Mercosul da Argentina para o Brasil | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, reforçaram nesta quinta-feira (13) que o fim dos ataques do presidente argentino, Javier Milei, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é condição indispensável para que a relação entre os dois países volte a melhorar. Os dois conversaram durante uma reunião no Itamaraty, em Brasília.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
De acordo com fontes do ministério, a avaliação no encontro foi de que ainda não há sinais concretos de mudança de cenário. Bitelli, portanto, continuará no Brasil por tempo indeterminado, sem retomar seu posto diplomático em Buenos Aires.
No último dia 4, o Brasil rebaixou as relações diplomáticas com a Argentina, após Milei intensificar as ofensas a Lula. Na ocasião, o governo brasileiro decidiu manter apenas um encarregado de negócios em Buenos Aires, sem embaixador, uma situação inédita na história recente dos dois países.
Bitelli foi chamado de volta ao Brasil para consultas no dia 26 de julho, depois de Milei se referir a Lula como “ex-presidiário”. O episódio ocorreu na convenção nacional do PL, em São Paulo, que lançou o senador Flávio Bolsonaro à Presidência na disputa contra o petista.
Nos dias seguintes à crise diplomática, Milei dobrou a aposta e chamou Lula de “ladrão” e “corrupto”. No último domingo (9), o presidente argentino compartilhou nas redes sociais uma publicação do deputado americano Carlos A. Giménez, do Partido Republicano, que se referia ao petista como “porco”.
O encarregado de negócios do Brasil em Buenos Aires é Eduardo Uziel. O diálogo entre os dois países agora é realizado por meio dele e da encarregada de negócios da Argentina em Brasília, María Cortés.
Depois do rebaixamento das relações diplomáticas, o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, retornou a Buenos Aires.























