Marcola esteve em mansão de lobby de Lulinha, diz testemunha
Ao SBT, ex-empregada conta que filho mais velho de Lula e empresária usavam casa em Brasília para atender pedidos de influência em programas de governo
Valentina Moreira
Lulinha, filho mais velho do presidente, e Marcola, ex-chefe de gabinete | Foto: Reprodução
Ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana, conhecido como "Marcola", esteve na mansão que seria usada pela lobista Roberta Luchsinger e pelo empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, para firmar negócios. A informação foi relatada ao SBT por uma mulher que trabalhou no local por sete meses, entre novembro de 2024 e maio de 2025.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
Ela narra ter sido dispensada a mando de Lulinha, após suspeitas de que teria vazado informações sobre as atividades da casa, e pediu para não ter seu nome divulgado pela reportagem.
Segundo a ex-funcionária, a mansão funcionava como centro de reuniões para receber políticos e empresários de diversos Estados, como Bahia e Minas Gerais, que buscavam apoio junto ao governo. Entre as pautas, estavam projetos nas áreas de saúde, educação e o programa “Luz para o Povo”.
"Essa casa para mim é uma casa de reunião. Ela [Roberta] estava lá para ajudar essas pessoas, deputados de outros estados do país [...]. Essas pessoas vinham para Brasília para terem essa ajuda”, disse ao SBT.
A testemunha relata ter presenciado ao menos uma reunião entre Roberta, Fábio Luiz e Marcola no final de 2024, quando este último ainda ocupava o cargo na chefia de gabinete do governo petista. Ele também teria ficado para um almoço no local.
Questionada sobre o caso, a equipe de defesa de Marcola afirmou ao SBT que ele se pronunciará apenas nos autos do processo. A reportagem também tentou contato com o próprio ex-chefe de gabinete de Lula, mas Marcola não respondeu a nenhuma das mensagens nem atendeu às ligações.
A revelação ocorre em meio às investigações da Polícia Federal (PF) sobre um suposto esquema de tráfico de influência no Ministério da Saúde praticado pela dupla. O objetivo seria favorecer o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS".
Segundo a PF, Marcola é suspeito de integrar o esquema após receber uma transferência de R$ 249 mil de Roberta. Em nota, a defesa do ex-assessor nega irregularidades e sustenta que a movimentação é de natureza estritamente privada, referente ao pagamento de uma despesa pessoal.
A ex-colaboradora move dois processos contra Roberta Luchsinger. Em um deles, ela declarou inicialmente que o imóvel era usado para eventos sociais e que Lulinha mantinha uma relação de “marido” com a lobista.
Ao detalhar o relato, porém, a mulher esclareceu que os encontros promovidos pelo filho do presidente ocorriam durante o dia, de duas a três vezes por mês, com foco estritamente comercial. A única exceção citada foi uma festa familiar de Natal em 2024, que contou com a presença da esposa e das filhas de Lulinha.
Ela explicou ainda que o próprio advogado errou ao usar o termo “marido”. Na realidade, Roberta é a melhor amiga da esposa de Lulinha, Renata Abreu, e é chamada de “tia” pelas filhas do casal.
Durante o período em que trabalhou na residência, a mulher diz ter presenciado um fluxo constante de pessoas em busca da influência de Roberta. A aproximação era tanta que a própria ex-funcionária admite ter pedido ajuda para obter um imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida — pedido que foi recusado pela lobista.
Ao SBT, a defesa de Lulinha negou qualquer atividade ilegal. Roberta Luchsinger e o seu advogado foram procurados por mensagem e telefone, mas não responderam.
Marcola esteve em mansão de lobby de Lulinha, diz testemunhaAo SBT, ex-empregada conta que filho mais velho de Lula e empresária usavam casa em Brasília para atender pedidos de influência em programas de governo Política2026-08-19T23:20:56.800ZEx-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana, conhecido como "Marcola", esteve na mansão que seria usada pela lobista Roberta Luchsinger e pelo empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, para firmar negócios. A informação foi relatada ao SBT por uma mulher que trabalhou no local por sete meses, entre novembro de 2024 e maio de 2025. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Ela narra ter sido dispensada a mando de Lulinha, após suspeitas de que teria vazado informações sobre as atividades da casa, e pediu para não ter seu nome divulgado pela reportagem. Segundo a ex-funcionária, a mansão funcionava como centro de reuniões para receber políticos e empresários de diversos Estados, como Bahia e Minas Gerais, que buscavam apoio junto ao governo. Entre as pautas, estavam projetos nas áreas de saúde, educação e o programa “Luz para o Povo”. "Essa casa para mim é uma casa de reunião. Ela [Roberta] estava lá para ajudar essas pessoas, deputados de outros estados do país [...]. Essas pessoas vinham para Brasília para terem essa ajuda”, disse ao SBT. A testemunha relata ter presenciado ao menos uma reunião entre Roberta, Fábio Luiz e Marcola no final de 2024, quando este último ainda ocupava o cargo na chefia de gabinete do governo petista. Ele também teria ficado para um almoço no local. Questionada sobre o caso, a equipe de defesa de Marcola afirmou ao SBT que ele se pronunciará apenas nos autos do processo. A reportagem também tentou contato com o próprio ex-chefe de gabinete de Lula, mas Marcola não respondeu a nenhuma das mensagens nem atendeu às ligações. A revelação ocorre em meio às investigações da Polícia Federal (PF) sobre um suposto esquema de tráfico de influência no Ministério da Saúde praticado pela dupla. O objetivo seria favorecer o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS". Segundo a PF, Marcola é suspeito de integrar o esquema após receber uma transferência de R$ 249 mil de Roberta. Em nota, a defesa do ex-assessor nega irregularidades e sustenta que a movimentação é de natureza estritamente privada, referente ao pagamento de uma despesa pessoal. A ex-colaboradora move dois processos contra Roberta Luchsinger. Em um deles, ela declarou inicialmente que o imóvel era usado para eventos sociais e que Lulinha mantinha uma relação de “marido” com a lobista. Ao detalhar o relato, porém, a mulher esclareceu que os encontros promovidos pelo filho do presidente ocorriam durante o dia, de duas a três vezes por mês, com foco estritamente comercial. A única exceção citada foi uma festa familiar de Natal em 2024, que contou com a presença da esposa e das filhas de Lulinha. Ela explicou ainda que o próprio advogado errou ao usar o termo “marido”. Na realidade, Roberta é a melhor amiga da esposa de Lulinha, Renata Abreu, e é chamada de “tia” pelas filhas do casal. Durante o período em que trabalhou na residência, a mulher diz ter presenciado um fluxo constante de pessoas em busca da influência de Roberta. A aproximação era tanta que a própria ex-funcionária admite ter pedido ajuda para obter um imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida — pedido que foi recusado pela lobista. Ao SBT, a defesa de Lulinha negou qualquer atividade ilegal. Roberta Luchsinger e o seu advogado foram procurados por mensagem e telefone, mas não responderam.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/marcola-esteve-em-mansao-de-lobby-de-lulinha-diz-testemunha
Sabatina SBT: Zema quer reforma no STF e anistia a Bolsonaro
Candidato do Novo quer prisão de ministros e avalia que 8 de Janeiro não configurou tentativa de golpe; também falou sobre dívidas e relação com os EUA