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Israel ataca Sul do Líbano e acusa Hezbollah de violação

Exército israelense afirma que bombardeios foram uma resposta a uma suposta quebra do acordo de cessar-fogo pelo Hezbollah

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Murillo Otavio
Ataque de Israel ao Líbano | Reprodução Reuters

Ataque de Israel ao Líbano | Reprodução Reuters

O Exército de Israel anunciou nesta quarta-feira (5) uma série de ataques aéreos contra alvos no sul do Líbano. Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), a ofensiva foi uma resposta ao que classificou como violação de cessar-fogo. Em nota divulgada, a IDF informa que iniciou "ataques precisos no sul do Líbano" em reação às supostas violações cometidas pelo Hezbollah.

A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) informou que um drone israelense atingiu a cidade de Tibnin, no sul do país. De acordo com a agência, o ataque provocou incêndios em áreas de floresta próximas e deixou 11 pessoas feridas.

Israel, Líbano e o Hezbollah firmaram, em junho, um acordo de cessar-fogo para encerrar as hostilidades. Apesar disso, episódios de violência registrados por ambos os lados têm colocado a trégua sob pressão.

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Em julho, o Exército israelense iniciou a retirada de parte de suas tropas de áreas do sul do Líbano dentro de um projeto de "zonas piloto". Pelo plano, o Exército libanês assumiria o controle dessas regiões e ficaria responsável por desarmar integrantes do Hezbollah.

Os novos bombardeios ocorreram um dia após a mais recente rodada de negociações entre Israel e Líbano, mediada pelos Estados Unidos, realizada em Roma.

A retomada dos ataques também acontece em meio às negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que seu governo teve "conversas muito boas" com o Irã durante as negociações.

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