Israel aprova lei que permite pena de morte para envolvidos nos ataques de 7 de outubro
Texto cria tribunal especial para julgamentos, que deverão ser públicos e transmitidos ao vivo
Camila Stucaluc
12/05/2026, 06:36 • Atualizado em 12/05/2026, 06:36
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Israel aprova lei que permite pena de morte para envolvidos nos ataques de 7 de outubro | Reprodução
O Parlamento de Israel, conhecido como Knesset, aprovou na segunda-feira (11) um projeto de lei que permite impor a pena de morte para envolvidos nos ataques do 7 de outubro de 2023. O texto recebeu apoio de 93 parlamentares, enquanto 27 se abstiveram ou não compareceram à votação.
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Apresentado pelos parlamentares Simcha Rothman e Yulia Malinovskaya, o projeto de lei prevê a criação de um tribunal militar especial que poderá aplicar a pena de morte aos condenados pelo atentado. Também estabelece que o julgamento deverá ser público e transmitido ao vivo.
Além disso, determina que suspeitos, acusados ou condenados por crimes cometidos durante o ataque não poderão ser incluídos nos acordos de liberação de prisioneiros.
“Esses terroristas serão julgados de acordo com todas as normas legais, e juízes os sentenciarão. Será um julgamento completo, organizado, gravado e transmitido. Dedico esta lei a todos os que foram mortos, sequestrados e suas famílias”, disse Malinovskaya.
Na fala, a parlamentar comparou os futuros julgamentos ao do nazista Adolf Eichmann, um dos responsáveis pelo Holocausto de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi enforcado em 1962, tornando-se a única pessoa anteriormente condenada à morte por um tribunal civil israelense.
Com a nova lei, os acusados de participarem do ataque de 2023 poderão responder por crimes desde terrorismo e assassinato até violência sexual e genocídio. Em todos os casos, a pena de morta poderá ser cogitada.
"Esta lei garante não apenas a administração da justiça, mas também o registro histórico dos eventos. Esta não é uma noite comum, e certamente não é um projeto de lei comum. Dá para sentir que estamos fazendo a coisa certa, porque é nesses momentos que encontramos o caminho para a unidade – apesar do período pré-eleitoral e de todas as diferenças existentes”, disse o ministro da Justiça, Yariv Levin.
Organizações de defesa dos direitos humanos, por sua vez, se manifestaram contra o projeto de lei, dizendo que o texto não permite o direito de um julgamento justo, além de facilitar a pena de morte. Sustentaram, ainda, que a transmissão ao público pode acarretar em "julgamentos encenados", baseados em confissões supostamente extraídas sob tortura.
Relembre o ataque
Em 7 de outubro de 2023 combatentes liderados pelo Hamas invadiram o sul de Israel e promoveram ataques contra civis e militares. Ao todo, 1,2 mil pessoas foram mortas, e outras 251 foram sequestradas e mantidas em cativeiro na Faixa de Gaza — onde o grupo é dominante.
Os eventos desencadearam a guerra em Gaza, que terminou no final de 2025, após acordo de paz mediado pelos Estados Unidos. Segundo dados do Ministério da Saúde local, a ofensiva israelense deixou mais de 72,7 mil mortos, a maioria mulheres e crianças, além de milhões em risco de morte por desnutrição.
Israel aprova lei que permite pena de morte para envolvidos nos ataques de 7 de outubroTexto cria tribunal especial para julgamentos, que deverão ser públicos e transmitidos ao vivoMundo2026-05-12T06:36:55.838ZO Parlamento de Israel, conhecido como Knesset, aprovou na segunda-feira (11) um projeto de lei que permite impor a pena de morte para envolvidos nos. O texto recebeu apoio de 93 parlamentares, enquanto 27 se abstiveram ou não compareceram à votação. Apresentado pelos parlamentares Simcha Rothman e Yulia Malinovskaya, o projeto de lei prevê a criação de um tribunal militar especial que poderá aplicar a pena de morte aos condenados pelo atentado. Também estabelece que o julgamento deverá ser público e transmitido ao vivo. Além disso, determina que suspeitos, acusados ou condenados por crimes cometidos durante o ataque não poderão ser incluídos nos acordos de liberação de prisioneiros. “Esses terroristas serão julgados de acordo com todas as normas legais, e juízes os sentenciarão. Será um julgamento completo, organizado, gravado e transmitido. Dedico esta lei a todos os que foram mortos, sequestrados e suas famílias”, disse Malinovskaya. Na fala, a parlamentar comparou os futuros julgamentos ao do nazista Adolf Eichmann, um dos responsáveis pelo Holocausto de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi enforcado em 1962, tornando-se a única pessoa anteriormente condenada à morte por um tribunal civil israelense. Com a nova lei, os acusados de participarem do ataque de 2023 poderão responder por crimes desde terrorismo e assassinato até violência sexual e genocídio. Em todos os casos, a pena de morta poderá ser cogitada. "Esta lei garante não apenas a administração da justiça, mas também o registro histórico dos eventos. Esta não é uma noite comum, e certamente não é um projeto de lei comum. Dá para sentir que estamos fazendo a coisa certa, porque é nesses momentos que encontramos o caminho para a unidade – apesar do período pré-eleitoral e de todas as diferenças existentes”, disse o ministro da Justiça, Yariv Levin. Organizações de defesa dos direitos humanos, por sua vez, se manifestaram contra o projeto de lei, dizendo que o texto não permite o direito de um julgamento justo, além de facilitar a pena de morte. Sustentaram, ainda, que a transmissão ao público pode acarretar em "julgamentos encenados", baseados em confissões supostamente extraídas sob tortura. Relembre o ataque Em 7 de outubro de 2023 combatentes liderados pelo Hamas invadiram o sul de Israel e promoveram ataques contra civis e militares. Ao todo, 1,2 mil pessoas foram mortas, e outras 251 foram sequestradas e mantidas em cativeiro na Faixa de Gaza — onde o grupo é dominante. Os eventos desencadearam a guerra em Gaza, que terminou no final de 2025, após . Segundo dados do Ministério da Saúde local, a ofensiva israelense deixou mais de 72,7 mil mortos, a maioria mulheres e crianças, além de milhões em risco de morte por desnutrição.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/israel-aprova-lei-que-permite-pena-de-morte-para-envolvidos-nos-ataques-de-7-de-outubro
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