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Irã alerta países vizinhos com bases dos EUA que irá retaliar em caso de ataque

Teerã reage a ameaças de intervenção de Washington em meio a protestos e possível execução de manifestante

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Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei | Divulgação/Governo do Irã

O Irã alertou países vizinhos que abrigam bases norte-americanas de que retaliará contra as instalações caso Washington cumpra as ameaças de intervir nos protestos no país. A informação foi divulgada por um alto funcionário iraniano à agência de notícias Reuters nesta quarta-feira (14).

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Três diplomatas afirmaram à Reuters que parte do pessoal foi orientada a deixar a Base Aérea de Al Udeid, das Forças Armadas dos Estados Unidos, no Catar, até a noite desta quarta-feira (14). Um dos diplomatas descreveu a medida como uma "mudança de postura", e não uma "evacuação ordenada".

Apesar disso, não há sinais imediatos de uma evacuação em grande escala de tropas, como ocorreu nas horas que antecederam um ataque com mísseis iranianos no ano passado, durante a guerra de 12 dias entre Irã e Israel.

O alerta acontece em meio às repetidas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de intervir em apoio aos manifestantes que tomaram as ruas do Irã há três semanas. Nessa terça (13), Trump afirmou que os Estados Unidos tomarão "medidas muito fortes" se o governo iraniano começar a enforcar manifestantes, mas não detalhou quais ações seriam adotadas.

Está marcada para esta quarta (14) a primeira execução de um manifestante preso durante a atual onda de protestos. Segundo a Organização Hengaw para Direitos Humanos, Erfan Soltani, de 26 anos, enfrenta sentença de morte por Moharebeh, crime descrito como "ódio contra Deus". O método escolhido é o enforcamento, o mais comum para esse tipo de crime, que já resultou na morte de centenas de manifestantes no país.

De acordo com uma avaliação israelense, Donald Trump decidiu intervir, embora o escopo e o momento dessa ação ainda não estejam claros, segundo afirmou uma autoridade de Israel para a reportagem.

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