Índia e UE devem concluir negociações para acordo comercial histórico nesta terça (27)
Pacto é visto como estratégico para diversificação de mercados europeus diante das incertezas comerciais com os Estados Unidos



SBT News
com informações da Reuters
A União Europeia e a Índia devem anunciar nesta terça-feira (27) a conclusão das negociações para um acordo de livre comércio, classificado como a “mãe de todos os acordos” por representantes do bloco europeu, abrangendo quase um quarto do PIB global. A iniciativa ocorre em meio à corrida da União Europeia para diversificar seus mercados diante das incertezas comerciais causadas pelo seu maior parceiro, os Estados Unidos.
“É a honra de uma vida inteira ser convidada de honra nas celebrações do Dia da República. Uma Índia bem-sucedida torna o mundo mais estável, próspero e seguro”, escreveu Ursula von der Leyen em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (26).
Ela acrescentou que a Índia e a Europa fizeram “uma escolha clara”: “a escolha da parceria estratégica, do diálogo e da abertura”.
Antonio Costa também se manifestou nas redes sociais. “Honrado em chegar a Nova Délhi para a 16ª Cúpula UE-Índia, na véspera do 77º Dia da República da Índia. Celebrando uma parceria UE–Índia forte e em crescimento — do comércio e da segurança à transição limpa e às vibrantes conexões entre povos”, publicou.
O acordo vinha sendo negociado há mais de uma década. As tratativas foram retomadas em 2022 e ganharam força no último ano, em meio ao aumento das tensões comerciais e às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Espera-se que o acordo comercial abra caminho para a redução das tarifas sobre carros e vinhos europeus e para a ampliação do mercado de eletrônicos, têxteis e produtos químicos indianos.
De imediato, a Índia planeja reduzir as tarifas sobre carros importados da União Europeia para 40%, ante níveis que chegam a 110%, segundo fontes ouvidas pela Reuters. Trata-se da maior abertura até agora do vasto mercado indiano.
Essa alíquota deve ser reduzida gradualmente para 10% ao longo do tempo, acrescentaram as fontes, o que deve facilitar o acesso ao mercado da Índia para montadoras europeias como Volkswagen, Mercedes-Benz e BMW.
Além do pacto comercial, as duas partes também esperam assinar um acordo de segurança e defesa — o terceiro da Europa na Ásia, após pactos com a Coreia do Sul e o Japão — e um acordo de mobilidade. Esse último deve abranger trabalhadores altamente qualificados e estudantes, segundo informações repassadas por um funcionário à agência Reuters.







