Após permissão a Vorcaro, defesa de Marcola pede que visitas não sejam gravadas
STF autorizou que as conversas entre o banqueiro e seu advogado não sejam monitoradas; Marcola quer o mesmo direito


Ighor Nóbrega
Nathalia Fruet
A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, pediu à Justiça nesta quinta-feira (12) que as visitas feitas ao líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) não sejam gravadas ou filmadas. Marcola está detido na Penitenciária Federal de Brasília
A solicitação vem na esteira da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que concedeu o mesmo direito ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso no mesmo complexo.
“Diante desse entendimento firmado pela Suprema Corte, a defesa de Marco Willians Herbas Camacho entende que o mesmo direito deve ser igualmente assegurado, por se tratar de garantia essencial ao exercício da advocacia e ao próprio direito de defesa”, disse em nota o advogado Bruno Ferullo Rita.
O advogado também afirmou que, em caso de recusa, recorrerá ao próprio Supremo.
O sistema presidencial federal determina o monitoramento por áudio e vídeo nas áreas comuns e nos parlatórios. Também veta a entrada de cópias dos autos e obriga a defesa a fazer uma cópia das anotações feitas durante a visita.
Mendonça, contudo, atendeu ao pedido de Daniel Vorcaro e autorizou que as conversas sejam mantidas privadas independentemente de agendamento prévio pela defesa. O ministro baseou a decisão no direito de confidencialidade da comunicação entre clientes e advogados. O trecho também é citado na nota da defesa de Marcola.









