Com 1.059 km de congestionamento, São Paulo tem manhã com recorde de trânsito
Situação foi agravada pela chuva e por acidentes em vias de grande circulação da capital paulista, segundo a CET


Julia Vilela
Emanuelle Menezes
A cidade de São Paulo registrou o maior congestionamento do ano para o período da manhã nesta quinta-feira (12), segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Às 8h, foram contabilizados 1.059 km de lentidão nas vias da capital paulista.
O índice superou o recorde anterior de congestionamento pela manhã em 2026, de 1.054 km, que havia sido registrado às 07h30 do dia 10 de fevereiro. O recorde absoluto de congestionamento na cidade este ano ocorreu em 26 de fevereiro, às 19h, quando foram registrados 1.313 km de lentidão.
De acordo com a CET, a chuva contínua aumentou o volume de veículos nas ruas. A situação foi agravada por acidentes em vias de grande circulação da cidade.
Entre as ocorrências da manhã está uma colisão entre um caminhão e um ônibus na avenida Salim Farah Maluf, na altura do cruzamento com a avenida Regente Feijó, na zona leste. Também houve um capotamento na Marginal Tietê e um atropelamento fatal na rua da Consolação, na região central.
A previsão é de continuidade da chuva ao longo do dia. Segundo boletim do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Prefeitura de São Paulo, áreas de instabilidade mantêm o tempo fechado na capital e devem provocar chuva persistente, por vezes moderada a forte, principalmente entre a tarde e a noite.
O órgão alerta para potencial de alagamentos, transbordamento de córregos e rios e deslizamentos em áreas de risco. A temperatura máxima prevista para esta quinta não deve superar os 22 °C, com umidade do ar elevada.
Além disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para a cidade de São Paulo nesta quinta-feira, devido ao volume de chuva esperado até o fim do dia. O volume pode ultrapassar 60 mm por hora.
O comunicado é válido também para a Grande São Paulo, a faixa do litoral sul do estado e regiões do interior paulista, como a de Campinas e Piracicaba.









