Lula monitora sabatina de Messias e segura declaração até desfecho no Senado
Governo vê cenário apertado e intensifica articulação por 41 votos após aval na CCJ


Hariane Bittencourt
O presidente Lula (PT) monitorou, ao longo desta quarta-feira (29), a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Já avisado sobre um placar possivelmente apertado, ele cumpriu agendas no Palácio da Alvorada e só deve se manifestar publicamente após o resultado da votação em plenário.
Além de reuniões internas, o petista teve encontros com os governadores do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, e Jerônimo Rodrigues, da Bahia.
Durante a tarde, Lula também recebeu o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), responsável pelo comando da articulação pró-Messias entre integrantes do Senado, e o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.
Na chegada ao Alvorada, Guimarães celebrou o placar de 16 votos a 11 na CCJ após oito horas de sabatina. "Vitória", disse aos jornalistas.
O ministro, que tomou posse no início do mês, elencou a aprovação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) para o Supremo Tribunal Federal (STF) como uma das prioridades de sua gestão à frente da pasta da articulação política.
Preocupada com a resistência da oposição e com os votos de integrantes do centrão, que ainda eram dúvidas, a articulação política do governo se intensificou nos últimos dias para tentar garantir, em plenário, o mínimo de 41 votos.
Defendido presencialmente por integrantes e ex-integrantes do governo Lula, como o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e os senadores Renan Filho (MDB-AL) e Camilo Santana (PT-CE), Messias aproveitou a sabatina para fazer gestos aos parlamentares conservadores, que não pouparam críticas à gestão petista.








