Messias teve 11 votos contrários na CCJ; votação mais difícil desde Gilmar
Ministro da AGU foi aprovado em sabatina na comissão; indicação ao STF agora será votada em plenário

Ighor Nóbrega
O advogado-geral da União, Jorge Messias, teve sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado apesar de ter recebido 11 votos contrários. Essa é uma das maiores taxas de rejeição em 20 sabatinas no colegiado no século XXI. Com o aval da comissão, a indicação de Messias a ministro da Corte agora será avaliada pelo plenário do Senado ainda nesta quarta.
Com o resultado, Messias assume o ranking como um dos mais rejeitados. Além de Jorge Messias, outro indicado de Lula figura entre os recordistas de votos contrários na CCJ. Flávio Dino foi aprovado na CCJ em 2023 por 17 x 10.
Na via oposta, sete nomeações ao STF passaram pela CCJ com apoio unânime dos integrantes neste século. A última foi em 2012, de Teori Zavascki, apontado pela presidente Dilma Rousseff (PT).
A votação apertada já era esperada desde o anúncio da indicação do AGU à vaga no STF, há cinco meses. Pesaram na alta rejeição o momento conturbado do governo Lula e do Supremo na opinião pública, agravado pelo caso Master.
Leia a lista completa de votações na CCJ:
- Luiz Fux (2011), indicado por Dilma - 23 x 0
- Cármen Lúcia (2006), indicada por Lula - 23 x 0
- Menezes Direito (2007), indicado por Lula - 22 x 0
- Joaquim Barbosa (2003), indicado por Lula - 21 x 0
- Eros Grau (2004), indicado por Lula - 20 x 0
- Ayres Britto (2003), indicado por Lula - 20 x 0
- Teori Zavascki (2012), indicado por Dilma - 18 x 0
- Roberto Barroso (2013), indicado por Dilma - 26 x 1
- Ricardo Lewandowski (2006), indicado por Lula - 22 x 1
- Cezar Peluso (2003), indicado por Lula - 19 x 2
- Dias Toffoli (2009), indicado por Lula - 20 x 3
- Rosa Weber (2011), indicada por Dilma - 19 x 3
- Nunes Marques (2020), indicado por Bolsonaro - 22 x 5
- Cristiano Zanin (2023), indicado por Lula - 21 x 5
- Edson Fachin (2015), indicado por Dilma - 20 x 7
- Alexandre de Moraes (2017), indicado por Temer - 19 x 7
- Gilmar Mendes (2002), indicado por FHC - 16 x 6
- André Mendonça (2021), indicado por Bolsonaro - 18 x 9
- Flávio Dino (2023), indicado por Lula - 17 x 10









