Imprensa mundial vê fim da escala 6x1 como vitória de Lula
Jornais destacam conquista política do presidente na reta final da campanha e mudança de posição de Flávio Bolsonaro (PL), que votou a favor da proposta
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Sofia Pilagallo, Acácio Filho
A imprensa internacional destacou a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 como uma vitória política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às vésperas do segundo turno. Jornais de língua inglesa e espanhola associaram o resultado da votação à disputa pela Presidência contra o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro.
O Senado aprovou a proposta na quarta-feira (14), em dois turnos, ambos com 75 votos favoráveis e um contrário. O texto prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte salarial, e amplia para dois os dias de descanso remunerado. A votação ocorreu 11 dias antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O jornal britânico Financial Times levou a interpretação política para o título: "Brasil abole semana de trabalho de seis dias em vitória para Lula", em tradução livre. O jornal especializado em economia e negócios apresentou o resultado como uma conquista do presidente na reta final da campanha pela reeleição.
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O espanhol El País também destacou uma "vitória política para Lula" na manchete e ressaltou que a medida beneficiará dezenas de milhões de trabalhadores brasileiros. O jornal relembrou a mobilização iniciada pelo deputado federal eleito Rick Azevedo (PSOL-RJ), fundador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que encontrou adesão entre caixas de supermercado, seguranças e funcionários de redes de fast-food e lojas de shopping.
O jornal britânico The Guardian também associou a aprovação a uma vitória de Lula antes do segundo turno. O veículo chamou a atenção para o único voto contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que foi vice-presidente de Jair Bolsonaro, pai do adversário do petista.
A mudança de posição de Flávio Bolsonaro foi outro ponto destacado pelo Financial Times, pelo El País e pelo The Guardian. Após se opor à redução da jornada, o senador passou a apoiar a proposta na véspera da votação e votou a favor do texto, de forma remota, de Porto Alegre, onde cumpria agenda de campanha.
O argentino Clarín destacou a resistência de setores empresariais à redução da jornada e citou estimativas de aumento de 22% no custo da hora trabalhada e de perda de até 1,2 milhão de empregos. O jornal também repercutiu críticas de senadores da oposição que, embora tenham votado a favor da proposta, questionaram a pressa na aprovação e o uso da estrutura estatal em função do calendário eleitoral.
A repercussão internacional também abordou o desafio do presidente de transformar a conquista no Congresso em votos. Os veículos avaliam que a proximidade do segundo turno e o fato de os trabalhadores só sentirem os efeitos da mudança depois da eleição deixam em aberto o tamanho do benefício eleitoral para Lula.
Segundo estimativa do governo, as novas regras devem beneficiar mais de 37 milhões de trabalhadores com carteira assinada. A implementação será gradual: dois meses após a promulgação da emenda, a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. Um ano depois, o limite será reduzido para 40 horas, sem redução salarial.
Imprensa mundial vê fim da escala 6x1 como vitória de LulaJornais destacam conquista política do presidente na reta final da campanha e mudança de posição de Flávio Bolsonaro (PL), que votou a favor da propostaMundo2026-10-15T22:56:24.059ZA imprensa internacional destacou a como uma vitória política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às vésperas do segundo turno. Jornais de língua inglesa e espanhola associaram o resultado da votação à disputa pela Presidência contra o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro. O Senado aprovou a proposta na quarta-feira (14), em dois turnos, ambos com 75 votos favoráveis e um contrário. O texto prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte salarial, e amplia para dois os dias de descanso remunerado. A votação ocorreu 11 dias antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. O jornal britânico Financial Times levou a interpretação política para o título: "Brasil abole semana de trabalho de seis dias em vitória para Lula", em tradução livre. O jornal especializado em economia e negócios apresentou o resultado como uma conquista do presidente na reta final da campanha pela reeleição. O espanhol El País também destacou uma "vitória política para Lula" na manchete e ressaltou que a medida beneficiará dezenas de milhões de trabalhadores brasileiros. O jornal relembrou a mobilização iniciada pelo deputado federal eleito Rick Azevedo (PSOL-RJ), fundador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que encontrou adesão entre caixas de supermercado, seguranças e funcionários de redes de fast-food e lojas de shopping. O jornal britânico The Guardian também associou a aprovação a uma vitória de Lula antes do segundo turno. O veículo chamou a atenção para o único voto contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que foi vice-presidente de Jair Bolsonaro, pai do adversário do petista. A mudança de posição de Flávio Bolsonaro foi outro ponto destacado pelo Financial Times, pelo El País e pelo The Guardian. Após se opor à redução da jornada, o senador passou a apoiar a proposta na véspera da votação e votou a favor do texto, de forma remota, de Porto Alegre, onde cumpria agenda de campanha. O argentino Clarín destacou a resistência de setores empresariais à redução da jornada e citou estimativas de aumento de 22% no custo da hora trabalhada e de perda de até 1,2 milhão de empregos. O jornal também repercutiu críticas de senadores da oposição que, embora tenham votado a favor da proposta, questionaram a pressa na aprovação e o uso da estrutura estatal em função do calendário eleitoral. A repercussão internacional também abordou o desafio do presidente de transformar a conquista no Congresso em votos. Os veículos avaliam que a proximidade do segundo turno e o fato de os trabalhadores só sentirem os efeitos da mudança depois da eleição deixam em aberto o tamanho do benefício eleitoral para Lula. Segundo estimativa do governo, as novas regras devem beneficiar mais de 37 milhões de trabalhadores com carteira assinada. A implementação será gradual: dois meses após a promulgação da emenda, a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. Um ano depois, o limite será reduzido para 40 horas, sem redução salarial.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/imprensa-mundial-ve-fim-da-escala-6x1-como-vitoria-de-lula
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