Hezbollah nega envolvimento em ataque que matou soldado francês no Líbano
Grupo armado foi acusado por Macron de ser responsável pelo episódio; premiê libanês determinou investigação


SBT News
O Hezbollah, grupo armado de orientação xiita, negou envolvimento em um ataque contra as forças de paz das Nações Unidas no sul do Líbano na manhã deste sábado (18) que matou um soldado francês e deixou ao menos outros três feridos.
A Unifil, força de paz da ONU no Líbano, condenou o que descreveu como um “ataque deliberado” contra soldados que estavam removendo artefatos explosivos na vila de Ghandouriyeh.
“Negamos qualquer ligação com o incidente ocorrido envolvendo as forças da UNIFIL na área de Ghandouriyeh, em Bint Jbeil”, afirmou o Hezbollah em comunicado. “Pedimos cautela na emissão de julgamentos sobre o incidente, enquanto aguardamos as investigações do Exército libanês.”
O presidente da França, Emmanuel Macron, cobrou que o Líbano apurasse o caso. “Tudo indica que a responsabilidade por este ataque recai sobre o Hezbollah. A França exige que as autoridades libanesas prendam imediatamente os perpetradores e assumam a sua responsabilidade junto à Unifil", afirmou.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, condenou o episódio e afirmou ter dado instruções para uma investigação imediata. “É evidente que esse comportamento irresponsável causa sérios danos ao Líbano e às suas relações com os países amigos e apoiadores em todo o mundo”, afirmou.
Israel e Líbano iniciaram um cessar-fogo de 10 dias na quinta-feira (16) após um diálogo formal pela primeira vez em mais de 40 anos. O gesto foi visto entre países do Golfo como um bom sinal nas tratativas para encerrar o conflito que também envolve o Irã e os Estados Unidos.
A tratativa entre as partes é um dos principais passos para destravar negociações de paz mais abrangentes no Oriente Médio. Isso porque o Irã acusa Israel de violar a trégua ao continuar atacando o Hezbollah no Líbano. Tel Aviv e Washington, por sua vez, negam que Beirute faça parte do cessar-fogo.
Porém, conforme o Al Jazeera, há relatos de continuidade nas hostilidades entre as partes, com Israel tendo bombardeado o setor central do sul do Líbano.









