Governo dos EUA posta bandeira pré-Guerra Civil após críticas da União Europeia
Símbolo é conhecido como a "bandeira de Betsy Ross", em referência às 13 colônias que originaram o país no século XVIII

Gabriela Vieira
A Secretaria de Trabalho dos Estados Unidos publicou no X (ex-Twitter) uma bandeira do país que remete a uma versão antes da Guerra Civil americana (1861 a 1865). A publicação também veio com uma parte escrita: "Patriotismo vai prevalecer. América em primeiro lugar sempre".
O símbolo é conhecido como a "bandeira de Betsy Ross", com 13 estrelas brancas em círculo sobre um fundo azul, em referência às 13 colônias que originaram o país no século XVIII. Ela foi adotada em 1777.
A bandeira foi uma das primeiras versões do símbolo nacional dos Estados Unidos. Sua publicação ocorre em um período de ataque do país norte-americano na Venezuela, além da captura do ditador Nicolás Maduro, decisão que gerou críticas de líderes europeus contra a política externa do mandatário Donald Trump.
O presidente francês, Emmanuel Macron, por exemplo, disse que os Estados Unidos estão "desrespeitando as normas internacionais" e "se distanciando progressivamente" de alguns aliados, em um contexto diplomático de crescente "agressividade neocolonial".
"Os Estados Unidos são uma potência consolidada, mas estão se distanciando progressivamente de alguns de seus aliados e desrespeitando as normas internacionais que ainda promoviam até recentemente", afirmou.
"American First"
O slogan "American First", que acompanhou a publicação da bandeira, é uma ideologia política que prioriza os interesses norte-americanos acima dos de outras nações, algo defendido por Donald Trump desde o início de seu primeiro mandato, ainda em 2017.
A frase também faz alusão a um dos principais slogans ligados ao Make America Great Again (MAGA, ou Faça a América Grande Novamente, em português).
O símbolo "Betsy Ross" voltou nos últimos anos e tem sido usada por grupos conservadores e nacionalistas, apesar de se tratar de uma bandeira que representa a Revolução Americana.
Compra da Groenlândia
A União Europeia se manifestou sobre uma possível compra da Groenlândia pelos Estados Unidos, outro assunto de política externa que também entrou em pauta nesta semana e gerou reações dos países europeus.
"A UE continuará a defender os princípios da soberania nacional, da integridade territorial e da inviolabilidade das fronteiras", declarou a porta-voz dos diplomatas europeus, Anitta Hipper. "Isso é ainda mais verdadeiro quando a integridade territorial de um Estado-membro da União Europeia é questionada", acrescentou.









