Justiça inicia audiências para julgamento do caso Brumadinho
Processo histórico envolve 17 réus, incluindo Vale e TÜV SÜD, e terá 76 audiências para investigar responsabilidades pelo rompimento da Barragem B1


Vicklin Moraes
A Justiça Federal de Minas Gerais iniciou nesta segunda-feira (23) as audiências de instrução e julgamento relacionadas ao rompimento da Barragem B1, em Brumadinho. Considerado um dos principais processos da história da Justiça Federal, o caso envolve 17 réus e apura crimes ambientais e os 272 homicídios decorrentes da tragédia. As audiências irão ouvir réus e testemunhas sobre o desastre que abalou Minas Gerais e o Brasil.
Entre os réus estão a mineradora Vale S.A., a empresa de auditoria TÜV SÜD, e 16 ex-executivos vinculados a essas companhias. Eles respondem por homicídios e crimes ambientais relacionados ao rompimento da barragem. A fase de instrução e julgamento destina-se à produção de provas e à oitiva de acusação e defesa, buscando apurar falhas nos sistemas de segurança e possíveis condutas negligentes que contribuíram para a tragédia.
Calendário das audiências
Serão realizadas 76 audiências previstas até 17 de maio de 2027. As sessões ocorrerão sempre às segundas e sextas-feiras, na sede do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em Belo Horizonte.
Desastre de Brumadinho

Brumadinho ainda carrega as marcas do maior desastre ambiental recente do Brasil. Em 25 de janeiro de 2019, a barragem da Mina do Córrego do Feijão, da Vale, se rompeu e lançou mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos sobre comunidades, instalações da empresa e o leito do Rio Paraopeba. A tragédia resultou na morte de 272 pessoas, entre funcionários da mineradora e moradores da região.









