Eliziane Gama vê ambiente 'favorável' para Jorge Messias e projeta até 50 votos para o STF
Ao SBT News, senadora diz que queda da tensão política e apoio da ala evangélica favorecem aprovação do advogado-geral da União



Vicklin Moraes
Amanda Klein
Nathalia Fruet
A senadora Eliziane Gama (PT-MA) afirmou, nesta sexta-feira (10), estar "muito otimista" em relação à aprovação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista exclusiva ao SBT News, a parlamentar projetou que o atual advogado-geral da União (AGU) pode alcançar algo em torno de 50 votos no plenário do Senado, superando com folga os 41 necessários.
“Eu acho que hoje a gente tem um pouco mais de folga. A minha convicção, pelo que estou conversando com os colegas e pelos ânimos que estamos vivenciando, é que ele terá, sim, acima dos 41 votos, podendo bater próximo dos 50”, afirmou a senadora, comparando o cenário com as aprovações de Flávio Dino e André Mendonça, que obtiveram 47 votos em contextos de maior acirramento político.
Uma das principais facilitadoras da indicação de Messias junto à bancada evangélica, Eliziane ressaltou que a identificação religiosa e a competência técnica do indicado têm sido fundamentais para quebrar resistências.
"Eu tenho um respeito pelo Messias muito grande, para além de ele ser evangélico, mas também pela competência técnica e o profundo saber jurídico. Ele já visitou quase a totalidade dos senadores, inclusive alguns que diziam que não o receberiam", revelou. Para ela, a postura equilibrada de Messias em pautas caras ao campo conservador tem ajudado a construir um ambiente de aceitação.
Questionada sobre se casos recentes, como as investigações envolvendo o Banco Master e o INSS, poderiam prejudicar a votação em pleno ano eleitoral, a senadora avaliou que o desgaste atinge a popularidade do governo, mas não deve contaminar a análise do nome de Messias no Senado.
"Automaticamente o governo paga uma conta de popularidade por conta dessas investigações, por isso muitas vezes não é favorável a CPIs. No entanto, no caso específico da indicação para o Supremo, o voto é qualificado e ocorre dentro do plenário. Esse clima em relação ao Messias baixou muito [a resistência]", explicou.









