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França anuncia prisão de segurança máxima na Guiana Francesa

Projeto de 400 milhões de euros será voltado para o combate ao narcotráfico; líderes locais criticam decisão

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Júlia Zuin
20/05/2025, 00:14 • Atualizado em 20/05/2025, 00:14
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França anuncia prisão de segurança máxima na Guiana Francesa | Foto: Canva.

França anuncia prisão de segurança máxima na Guiana Francesa | Foto: Canva.

O Ministro da Justiça na França, Gérald Darmanin, anunciou no último sábado (17) ao Le Journal du Dimanche (JDD) que irá construir uma prisão de segurança máxima na floresta amazônica. De acordo com a autoridade, o local será destinado ao combate, principalmente, do narcotráfico.

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A construção estará localizada na Guiana Francesa, um território ultramarino francês na América do Sul, a 7 mil quilômetros de Paris. O edifício, que terá um investimento em torno de 400 milhões de euros, está previsto para ser concluído em 2028. Sua capacidade alcança até 500 detentos.

Darmanin, em uma publicação no seu Facebook, disse que parte das vagas na prisão será destinada especialmente aos traficantes e, também, para “islâmicos radicalizados". O objetivo do Ministro é colocar estes infratores em um local em que eles não poderão ter contato com redes de tráfico.

“Decidi criar a terceira prisão de segurança máxima da França na Guiana Francesa (...) um regime prisional extremamente rigoroso e um objetivo: colocar os traficantes de drogas mais perigosos fora de ação ", disse em entrevista ao JDD.

Entretanto, a região já havia sido o destino final de múltiplos infratores no passado, como os prisioneiros enviados por Napoleão III, no século XIX. Este foi um dos motivos do porque cidadãos da Guiana Francesa desgostaram da decisão do Ministro.

Entre os principais opositores, está Jean-Paul Fereira, presidente interino do coletivo territorial da Guiana Francesa. Segundo a figura, a medida que Darmanin adotou foi desrespeitosa. Jean-Victor Castor, parlamentar da Guiana Francesa, também desaprovou o cenário e expôs que a decisão foi feita sem consulta às autoridades locais.

“É um insulto à nossa história, uma provocação política e uma regressão colonial”, disse em um comunicado publicado no último domingo, (18), que pede a anulação do projeto.

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