Fake news e escalada: como foi o resgate do piloto de caça americano abatido no Irã
Operação durou dois dias e contou com estratégia de desinformação para despistar forças iranianas



SBT News
com informações da Reuters
O resgate de um piloto norte-americano que estava há dois dias desaparecido no Irã, após ter o caça abatido por forças do Teerã, envolveu uma campanha de desinformação do governo dos Estados Unidos e uma escalada de mais de 2 mil metros. As informações foram compartilhadas pelo senador republicano Dave McCormick ao programa Fox News Sunday.
Segundo McCormick, durante os dois dias de busca pelo piloto, a Inteligência dos EUA compartilhou fake news para enganar os iranianos sobre a possível localização do soldado, na tentativa de evitar que ele fosse encontrado por forças inimigas.
O republicano destacou ainda a atitude "de herói" do piloto, que, mesmo ferido, conseguiu se deslocar por um terreno elevado e permanecer escondido em uma fenda da montanha, enquanto mantinha contato com socorristas do país.
"Tínhamos centenas de operadores de forças especiais e aeronaves na região. E esse cara, esse aviador, foi um herói absoluto. Ele subiu 2.130 metros enquanto os planejadores tentavam localizar sua posição. Eles não conseguiam imaginar que ele estava ferido e, ainda assim, conseguiu chegar a esse ponto onde pôde ser resgatado", contou McCormick.
O resgate do militar foi amplamente comemorado pelo governo dos Estados Unidos. Na rede social Truth Social, Donald Trump disse que a operação é "uma demonstração incrível de bravura e talento de todos os envolvidos".
A mensagem foi compartilhada por membros do governo, entre eles, o secretário de Defesa, Pete Hegseth. O resgate acontece em um momento crítico da guerra, que já dura mais de um mês sem sinais visíveis de arrefecimento, enquanto espalha caos pela região e ameaça causar impactos duradouros na economia global.









