Ex-presidente sul-coreano é condenado a 30 anos de prisão
Yoon Suk Yeol foi considerado culpado de trama militar ao enviar drones para Coreia do Norte; pena se soma à de prisão perpétua decidida em fevereiro


Ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol | Flickr
O ex-presidente da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol foi condenado a 30 anos de prisão, nesta sexta-feira (12), por autorizar o envio de drones à Coreia do Norte. Segundo a acusação, o ato teve como objetivo criar um pretexto de guerra para declarar a lei marcial em dezembro de 2024.
Promotores concluíram que a ação do ex-presidente prejudicou a segurança nacional, sobretudo ao aumentar as tensões entre Seul e Pyongyang. Argumentou, ainda, que o ato levou ao vazamento de informações confidenciais depois que drones caíram em território norte-coreano
A defesa de Yoon negou as acusações, dizendo que não deu ordem prévia ou aprovação para a operação e que a ação não tinha relação com a lei marcial. Os advogados sustentaram que o ato foi em “autodefesa”, em resposta ao envio de balões carregados de lixo pela Coreia do Norte.
O Tribunal Distrital Central de Seul, no entanto, considerou Yoon culpado de abuso de poder e auxílio ao inimigo. Para a Corte, o ex-presidente conspirou desde o início na incursão com drones em outubro de 2024, conforme informado pela agência local Yonhap.
Yoon já havia sido condenado em fevereiro deste ano à prisão perpétua por insurreição, por tentar impor a lei marcial no país. Durante o julgamento, ele negou qualquer irregularidade, mas a juíza Ji Gwi-yeon concluiu que a imposição da lei serviu para liderar uma rebelião no país, já que permitiria a paralisação do Legislativo e a prisão de opositores políticos.
Relembre o caso
Yoon foi afastado das atividades presidenciais em dezembro de 2024, quando sofreu impeachment por decretar a lei marcial. Na época, ele justificou a medida como uma resposta necessária ao bloqueio do orçamento no Parlamento dominado pela oposição e para proteger o país das "forças comunistas norte-coreanas".
O decreto, que substituiria a legislação padrão por leis militares e acarretaria a restrição de direitos civis, durou poucas horas, sendo revogado após forte oposição parlamentar. Posteriormente, Yoon foi cassado pelo Tribunal Constitucional sob acusação de insurreição. Ele foi indiciado formalmente no início de 2025 e condenado em 2026.















