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Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado à prisão perpétua por crime de insurreição

Yoon Suk Yeol foi considerado culpado de liderar uma rebelião no país ao impor lei marcial

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Camila Stucaluc
19/02/2026, 07:08 • Atualizado em 19/02/2026, 07:30
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Ex-presidente sul-corenao, Yoon Suk Yeol | Divulgação

Ex-presidente sul-corenao, Yoon Suk Yeol | Divulgação

O ex-presidente da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol foi condenado à prisão perpétua pelo crime de insurreição por tentar impor uma lei marcial no país. O veredito foi divulgado nesta quinta-feira (19), durante julgamento no Tribunal Distrital Central de Seul.

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Yoon foi afastado das atividades presidenciais em dezembro de 2024, quando sofreu impeachment por decretar a lei marcial. Na época, ele justificou a medida como uma resposta necessária ao bloqueio do orçamento no Parlamento dominado pela oposição e para proteger o país das "forças comunistas norte-coreanas".

O decreto, que substituiria a legislação padrão por leis militares e acarretaria a restrição de direitos civis, durou poucas horas, sendo revogado após forte oposição parlamentar. Posteriormente, Yoon foi cassado pelo Tribunal Constitucional sob acusação de insurreição. Ele foi indiciado formalmente no início de 2025.

Durante o julgamento, Yoon negou qualquer irregularidade, argumentando que impôs a lei marcial para alertar a população sobre o que descreveu como uma "ditadura parlamentar inconstitucional" do então partido Democrata, que era de oposição, e "salvaguardar a liberdade" no país. Ele caracterizou a investigação como uma "conspiração política".

A juíza Ji Gwi-yeon concluiu, no entanto, que a imposição da lei serviu para liderar uma rebelião no país, já que permitiria a paralisação do Legislativo e a prisão de opositores políticos. Disse, ainda, que a medida prejudicou profundamente a democracia sul-coreana e que os responsáveis mereciam punições severas. Ela optou, contudo, pela prisão perpétua de Yoon, em vez da pena de morte — defendida pelos promotores.

Além do ex-presidente, foram condenados o ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun (30 anos de prisão), o ex-comandante de inteligência, Roh Sang-won (18 anos de prisão), o ex-chefe de polícia, Cho Ji-ho (12 anos de prisão), o ex-chefe da polícia metropolitana de Seul, Kim Bong-sik (10 anos de prisão) e o ex-chefe da polícia da Assembleia Nacional, Mok Hyun-tae (3 anos de prisão). Segundo o Tribunal, os réus têm até uma semana para recorrer das sentenças.

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