Custo da cesta básica sobe em todas as capitais pelo 3º mês
Recife e Florianópolis registraram as principais altas; SP ficou com a cesta mais cara


Custo da cesta básica sobe em todas as capitais pelo 3º mês | Reprodução
No mês, São Paulo foi a capital onde a cesta básica registrou o maior valor (R$ 952,20), seguida por Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em São Luís (R$ 651,15), Aracaju (R$ 652,73), Rio Branco (R$ 689,11) e Porto Velho (R$ 689,88).

Segundo o levantamento, o aumento foi provocado pela alta no preço de quase todos os produtos da cesta básica, como arroz, feijão, leite integral, tomate e carne bovina – que subiram na maioria das capitais. Apenas o valor cobrado pelo café em pó, pelo óleo de soja e pelo açúcar registraram queda no período.
Cesta básica x salário mínimo
Quando comparado o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, verifica-se que o trabalhador comprometeu, em média, 52% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos em maio. O número representa uma pequena queda em relação ao mesmo período de 2025, quando o percentual ficou em 51,49%.
Com base na cesta mais cara, a de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas em maio de 2026 deveria ter sido de R$ 7.999,44ou 4,93 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.621. No mesmo período de 2025, quando o piso mínimo era de R$ 1.518, o valor necessário ficou em R$ 7.528,56 ou 4,96 vezes o valor vigente na época.















