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EUA e China chegam a acordo sobre terras raras e fazem pausa em tarifas para análise de Trump e Xi

Trump e Xi devem se reunir na próxima quinta (30) à margem da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), na Coreia do Sul, para assinar termos

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Reuters
26/10/2025, 16:22 • Atualizado em 28/10/2025, 01:55
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As principais autoridades econômicas da China e dos Estados Unidos elaboraram, neste domingo (26), a estrutura de um acordo comercial para o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, finalizarem, o que interromperia as tarifas norte-americanas mais rígidas e os controles de exportação de terras raras chinesas e retomaria as vendas de soja dos EUA para a China, disseram autoridades norte-americanas.

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O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que as negociações paralelas à Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Kuala Lumpur eliminaram a ameaça das tarifas de 100% impostas por Trump sobre as importações chinesas a partir de 1º de novembro. Bessent disse que espera que a China adie a implementação de seu regime de licenciamento de minerais de terras raras e ímãs por um ano, enquanto a política é reconsiderada.

As autoridades chinesas foram mais cautelosas com relação às negociações e não forneceram detalhes sobre o resultado das reuniões.

Trump e Xi devem se reunir na quinta-feira (30) à margem da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em Gyeongju, Coreia do Sul, para assinar os termos. Embora a Casa Branca tenha anunciado oficialmente as tão esperadas conversas entre Trump e Xi, a China ainda não confirmou que os dois líderes se encontrarão.

"Acho que temos uma estrutura muito bem-sucedida para os líderes discutirem na quinta-feira", disse Bessent aos repórteres depois que ele e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, se reuniram com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o principal negociador comercial da China, Li Chenggang, para uma quinta rodada de discussões presenciais desde maio.

Bessent disse que prevê que a trégua tarifária com a China será estendida para além da data de expiração, em 10 de novembro, e que a China voltará a comprar soja dos EUA, depois de não ter comprado nada em setembro, em favor da soja do Brasil e da Argentina.

Os produtores de soja dos EUA "se sentirão muito bem com o que está acontecendo nesta temporada e nas próximas temporadas por vários anos" quando os termos do acordo forem anunciados, disse Bessent ao programa da ABC "This Week".

Greer disse ao programa "Fox News Sunday" que ambos os lados concordaram em pausar algumas ações punitivas e encontraram "um caminho a seguir no qual podemos ter mais acesso a terras raras da China, podemos tentar equilibrar nosso déficit comercial com as vendas dos Estados Unidos".

Li Chenggang, por sua vez, disse que os dois lados chegaram a um "consenso preliminar" e, em seguida, passarão por seus respectivos processos de aprovação interna.

"A posição dos EUA tem sido dura", disse Li. "Tivemos consultas muito intensas e nos envolvemos em intercâmbios construtivos para explorar soluções e acordos para tratar dessas preocupações."

As autoridades norte-americanas e chinesas disseram que, além das terras raras, discutiram a expansão do comércio, a crise do fentanil nos EUA, as taxas de entrada nos portos dos EUA e a transferência do TikTok para o controle acionário dos EUA.

Bessent disse ao programa "Meet the Press" da NBC que os dois lados precisam acertar os detalhes do acordo com o TikTok, permitindo que Trump e Xi "consumem a transação" na Coreia do Sul.

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