EUA dizem que 800 execuções foram suspensas no Irã
Pessoas que seriam executadas eram manifestantes detidos pelas forças de segurança iranianas em meio aos protestos das últimas semanas


SBT News
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou em coletiva de imprensa que 800 execuções que estavam agendadas e deveriam ocorrer na quarta-feira (14), no Irã, foram suspensas. As pessoas que seriam executadas eram manifestantes detidos pelas forças de segurança iranianas em meio aos protestos das últimas semanas.
Na terça-feira (13), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país tomaria "muito fortes" se o Irã começasse a executar os manifestantes detidos, sem entrar em detalhes sobre quais seriam essas medidas. Erfan Soltani, de 26 anos, seria o primeiro manifestante a ser executado, na quarta-feira (14), mas, nesse mesmo dia, a ONG de direitos humanos Hengaw afirmou que a execução foi adiada.
Na quinta-feira (15), após as ameaças de Trump, o judiciário iraniano afirmou que o jovem não foi condenado à pena capital, uma vez que a acusação contra Soltani, de "conspiração contra a segurança interna do país e atividades de propaganda contra o regime", não previa pena de morte. Ele permanece preso.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também pareceu recuar ao declarar à emissora americana Fox News que não haverá nenhum enforcamento "hoje, amanhã ou qualquer outra data". Paralelamente, o ministro da Defesa do Irã, Brigadeiro-General Aziz Nasirzadeh, disse à mídia estatal na quinta-feira que o Irã usaria todas as suas capacidades para "reprimir terroristas armados e selvagens".
Os EUA impuseram nesta quinta-feira sanções a cinco autoridades iranianas acusadas de liderar a repressão aos protestos no país e informaram que estão rastreando recursos de dirigentes do regime transferidos para bancos internacionais. A medida ocorre enquanto Trump mantém a estratégia de pressão máxima sobre Teerã.









