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Estudantes incendeiam escolas em protestos na França

Jovens em diferentes cidades atearam fogo em ao menos dois colégios em meio à falta de funcionários e à degradação das instalações

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Estudantes franceses protestam em Saint-Denis, perto de Paris | Foto: Abdul Saboor/Reuters - 01.10.2026

Estudantes franceses protestam em Saint-Denis, perto de Paris | Foto: Abdul Saboor/Reuters - 01.10.2026

Estudantes manifestantes atearam fogo em pelo menos duas escolas francesas nesta quinta-feira (1º), enquanto professores foram acidentalmente respingados com gasolina em uma terceira, segundo autoridades, em meio a confrontos cada vez mais violentos devido à falta de pessoal e às instalações em estado de degradação.

No colégio Victor Hugo, em Marselha, os professores foram acidentalmente atingidos por respingos de gasolina quando um estudante tentava jogar o líquido em uma lixeira, informaram as autoridades locais. Anteriormente, a promotoria disse que os professores haviam sido agredidos e "regados com gasolina".

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Em outra escola da cidade, o colégio Saint-Exupéry, centenas de jovens cercaram um caminhão de bombeiros que havia chegado para apagar um incêndio pela manhã, informou a polícia. Os agressores forçaram os bombeiros a fugir do veículo e, em seguida, atearam fogo.

Outro incêndio atingiu uma escola na cidade de Nantes, no oeste do país, informaram as equipes de bombeiros.

O ministro da Educação da França, Edouard Geffray, disse na quinta-feira que se reuniria sucessivamente com representantes de sindicatos de funcionários, associações de pais e associações estudantis na sexta-feira.

As manifestações e bloqueios, que começaram na semana passada, se tornaram um ponto crítico político em um momento delicado para o governo, que anunciou na quinta-feira uma série de cortes de gastos profundamente impopulares em seu orçamento para 2027.

O gabinete do primeiro-ministro Sébastien Lecornu realizou uma reunião de crise na tarde de quinta-feira sobre os protestos, que deixaram dezenas de feridos. Centenas de pessoas também foram presas, a maioria delas adolescentes, segundo autoridades.

No subúrbio parisiense de Saint-Denis, multidões de jovens se aglomeraram diante de uma linha de policiais. Um estudante ergueu um cartaz com os dizeres: "Podemos nos explicar sem sermos atingidos por gás lacrimogêneo?"

Os estudantes acusam a polícia de usar táticas repressivas, incluindo o uso de gás lacrimogêneo. O governo criticou a violência que eclodiu durante alguns dos protestos, mas afirmou que as dificuldades nas escolas de ensino médio devem ser reconhecidas e resolvidas.

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