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Estudante mata dois colegas a tiros em escola das Filipinas

Outros oito jovens foram atingidos, quatro deles estão em estado grave; Prefeito nega que atirador fosse vítima de bullying

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André de Sena, com informações da Reuters
Socorristas em local de ataque a uma escola em Banga, na província de Cotabato do Sul, nas Filipinas | Divulgação via Reuters/Cruz Vermelha das Filipinas

Socorristas em local de ataque a uma escola em Banga, na província de Cotabato do Sul, nas Filipinas | Divulgação via Reuters/Cruz Vermelha das Filipinas

ALERTA DE GATILHO: Este conteúdo contém informações sensíveis e perturbadoras sobre suicídio. Se precisar de apoio, busque ajuda especializada.

Um estudante de 16 anos matou dois colegas a tiros, feriu outros oito e tirou sua própria vida na sequência. A tragédia ocorreu nesta sexta-feira (18) na cidade de Banga, na província de Cotabato do Sul, na Indonésia. Todas as vítimas tinham entre 14 e 17 anos.

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Das oito vítimas que sobreviveram, quatro se encontram em estado crítico. De acordo com prefeito de Banga, Albert Palencia, o suspeito usou uma pistola pertencente a seu pai, que é funcionário do Departamento de Educação. Para conseguir se apossar da arma, o adolescente arrombou um cofre onde ela ficava guardada.

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“O suspeito supostamente sentou-se ao lado de seus amigos e disse a eles para irem para casa ‘porque, depois do almoço, vou executar meu plano’. Seus amigos riram porque o atirador era conhecido por fazer piadas”, disse Palencia em entrevista à agência de notícia Reuters. “Depois do almoço, ele começou a atirar nos alunos. Ele atingiu 10 alunos antes de se matar”, acrescentou.

O prefeito descreveu o autor do atentado como um aluno inteligente e praticante ativo de taekwondo. Ele também negou que o jovem sofresse bullying. As autoridades filipinas deram início a uma investigação para apurar a motivação do ataque.

Segundo Palencia, fontes da polícia informaram que o suspeito havia feito uma postagem em uma comunidade online do tipo “true crime” antes de realizar o atentado.

Esse é o terceiro ataque a tiros em uma escola filipina em menos de três meses. Em junho, dois alunos abriram fogo contra seus colegas em uma escola pública de ensino médio na cidade de Tacloban, deixando três mortos e vinte feridos. Uma investigação no Senado revelou que os autores desse atentado também acessavam uma comunidade online chamada“True Crime Community”, que autoridades policiais especializadas em crimes cibernéticos descreveram como uma rede de jovens que compartilham e consomem conteúdo extremista violento.

Em agosto, um estudante transmitiu ao vivo o momento em que atirou e matou outro aluno em uma sala de aula em Zamboanga, no sul do país, antes de tirar a própria vida, reacendendo o debate sobre posse de armas de fogo.

A legislação das Filipinas para o porte de armas exige a checagem de antecedentes criminais e a realização de avaliação psicológica, embora armamentos ilegais continuem em circulação. O governo do país ainda não informou se a pistola utilizada no ataque dessa sexta-feira (18) estava regularizada.

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