Enriquecimento de urânio: o que é, para que serve e por que preocupa o mundo
Entenda como um metal natural pode alimentar usinas, submarinos e bombas atômicas
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Leonardo Ferreira, Marco Pagetti
A guerra dos últimos dias no Oriente Médio colocou uma frase em evidência: enriquecimento de urânio.
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O urânio é um metal encontrado naturalmente na forma de minério. Ele possui dois isótopos principais: o U-238, mais abundante e estável, e o U-235, mais raro e instável — e é justamente esse último que tem potencial para gerar reações nucleares em cadeia.
Para ser utilizado, o urânio precisa passar por um processo de enriquecimento, onde centrífugas superpotentes separam e concentram o isótopo U-235.
O mundo viu, em 1945, o poder devastador das bombas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão, que mataram mais de 100 mil pessoas.
Desde então, o uso militar do urânio é acompanhado de perto por órgãos internacionais. A principal instituição responsável por essa vigilância é a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O Brasil enriquece urânio até 5%, exclusivamente para a geração de energia, com fiscalização da AIEA. O país possui reservas do metal e domina a tecnologia necessária — inclusive para alimentar seu futuro submarino nuclear, em construção pela Marinha.
A AIEA alega que o Irã possui mais de 400 kg de urânio enriquecido a 60%. Segundo especialistas, esse volume, se for enriquecido a 90%, poderia resultar na fabricação de até 10 bombas nucleares.
Estados Unidos e Israel afirmam ter atacado instalações nucleares iranianas, mas relatórios de inteligência indicam que parte do material pode ter sido retirado antes do bombardeio. A suspeita é que o programa sofreu apenas um atraso temporário.
Além disso, Israel nunca confirmou oficialmente, mas também não nega que tenha um arsenal nuclear.
Potência ou ameaça?
O enriquecimento de urânio é uma tecnologia de dupla face. Pode ser fonte de desenvolvimento e energia limpa, ou ferramenta de destruição em massa. Por isso, o tema sempre estará no centro do debate entre avanço tecnológico e segurança internacional.
Enriquecimento de urânio: o que é, para que serve e por que preocupa o mundoEntenda como um metal natural pode alimentar usinas, submarinos e bombas atômicas
Mundo2025-06-24T21:44:34.403ZA guerra dos últimos dias no Oriente Médio colocou uma frase em evidência: enriquecimento de urânio. Esse termo técnico pode parecer distante da realidade do cidadão comum — mas carrega um dos maiores temores da comunidade internacional. O que é o enriquecimento de urânio? O urânio é um metal encontrado naturalmente na forma de minério. Ele possui dois isótopos principais: o U-238, mais abundante e estável, e o U-235, mais raro e instável — e é justamente esse último que tem potencial para gerar reações nucleares em cadeia. Para ser utilizado, o urânio precisa passar por um processo de enriquecimento, onde centrífugas superpotentes separam e concentram o isótopo U-235. Qual o uso do urânio enriquecido? Tudo depende do nível de enriquecimento. O terror do século 20 e 21 O mundo viu, em 1945, o poder devastador das bombas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão, que mataram mais de 100 mil pessoas. Desde então, o uso militar do urânio é acompanhado de perto por órgãos internacionais. A principal instituição responsável por essa vigilância é a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O Brasil enriquece urânio até 5%, exclusivamente para a geração de energia, com fiscalização da AIEA. O país possui reservas do metal e domina a tecnologia necessária — inclusive para alimentar seu futuro submarino nuclear, em construção pela Marinha. A AIEA alega que o Irã possui mais de 400 kg de urânio enriquecido a 60%. Segundo especialistas, esse volume, se for enriquecido a 90%, poderia resultar na fabricação de até 10 bombas nucleares. Estados Unidos e Israel afirmam ter atacado instalações nucleares iranianas, mas relatórios de inteligência indicam que parte do material pode ter sido retirado antes do bombardeio. A suspeita é que o programa sofreu apenas um atraso temporário. Quem tem armas nucleares hoje? Além disso, Israel nunca confirmou oficialmente, mas também não nega que tenha um arsenal nuclear. Potência ou ameaça? O enriquecimento de urânio é uma tecnologia de dupla face. Pode ser fonte de desenvolvimento e energia limpa, ou ferramenta de destruição em massa. Por isso, o tema sempre estará no centro do debate entre avanço tecnológico e segurança internacional. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/enriquecimento-de-uranio-o-que-e-para-que-serve-e-por-que-preocupa-o-mundo
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