Esforços para manter guerra com a Ucrânia preocupam Boris Titov; declaração foi dada em entrevista a site russo
A
André de Sena, com informações da Reuters
Bandeira da Rússia tremulando em Krasnodar (Giorgio Comai/Flickr)
O enviado especial do presidente da Rússia para relações com organizações internacionais, Boris Titov, alertou que a economia russa corre o risco de colapsar caso seja voltada inteiramente para atender às necessidades do complexo militar-industrial do país, que está em guerra com a Ucrânia há quatro anos e meio.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A declaração foi dada em uma entrevista publicada nesta terça-feira (1°) pelo site russo de notícias econômicas RBC. Titov demonstrou preocupação com a possibilidade de reorientar completamente a economia para a guerra. "Isso não é economia; é um 'modo frenético', que só pode existir por um período extremamente limitado, e cuja necessidade exige uma análise cuidadosa", disse.
Desde que deu início à invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, o governo russo aumentou impostos, colocou em prática um processo de redistribuição de propriedades e aceitou contribuições de companhias privadas para financiar a guerra. Mais recentemente, o Kremlin ameaçou assumir o controle de infraestruturas de importância crítica, caso os empresários às quais elas pertencem não estejam fazendo o bastante para protegê-las contra ataques de drones ucranianos e outras ameaças.
Defensores da guerra e alguns funcionários do governo querem se espelhar no modelo de reorganização da economia soviética adotado por Josef Stalin durante a Segunda Guerra Mundial, citando o lema que foi abraçado na época: "Tudo para a frente de batalha, tudo para a vitória".
Segundo estimativas do próprio governo, a economia russa deve crescer apenas 0,4% em 2026, sendo que muitos setores que não têm relação com as atividades militares estão estagnados ou em retração. Os ataques ucranianos contra alvos econômicos, como refinarias de petróleo, contribuem com esse cenário.
Comentários desfavoráveis à guerra são raríssimos na política russa. No entanto, o prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, tem uma opinião similar à de Titov. No mês passado, ele declarou que "matar uma economia normal é equivalente a matar o país inteiro".
No mês passado, o economista-chefe do principal banco estatal de desenvolvimento da Rússia, o VEB.RF, foi demitido após destacar as dificuldades econômicas trazidas pela guerra, durante um discurso público. "Estamos ficando para trás. Estamos perdendo a competitividade tecnológica e econômica mundial. E não estamos perdendo apenas para a China e os Estados Unidos, mas, de certa forma, também para a Ucrânia", afirmou Andrei Klepach.
Economia russa pode ruir, alerta enviado de PutinEsforços para manter guerra com a Ucrânia preocupam Boris Titov; declaração foi dada em entrevista a site russoMundo2026-09-01T20:53:16.324ZO enviado especial do presidente da Rússia para relações com organizações internacionais, Boris Titov, alertou que a economia russa corre o risco de colapsar caso seja voltada inteiramente para atender às necessidades do complexo militar-industrial do país, que está em guerra com a Ucrânia há quatro anos e meio. A declaração foi dada em uma entrevista publicada nesta terça-feira (1°) pelo site russo de notícias econômicas RBC. Titov demonstrou preocupação com a possibilidade de reorientar completamente a economia para a guerra. "Isso não é economia; é um 'modo frenético', que só pode existir por um período extremamente limitado, e cuja necessidade exige uma análise cuidadosa", disse. Desde que deu início à invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, o governo russo aumentou impostos, colocou em prática um processo de redistribuição de propriedades e aceitou contribuições de companhias privadas para financiar a guerra. Mais recentemente, o Kremlin ameaçou assumir o controle de infraestruturas de importância crítica, caso os empresários às quais elas pertencem não estejam fazendo o bastante para protegê-las contra ataques de drones ucranianos e outras ameaças. Defensores da guerra e alguns funcionários do governo querem se espelhar no modelo de reorganização da economia soviética adotado por Josef Stalin durante a Segunda Guerra Mundial, citando o lema que foi abraçado na época: "Tudo para a frente de batalha, tudo para a vitória". Segundo estimativas do próprio governo, a economia russa deve crescer apenas 0,4% em 2026, sendo que muitos setores que não têm relação com as atividades militares estão estagnados ou em retração. Os ataques ucranianos contra alvos econômicos, como refinarias de petróleo, contribuem com esse cenário. Comentários desfavoráveis à guerra são raríssimos na política russa. No entanto, o prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, tem uma opinião similar à de Titov. No mês passado, ele declarou que "matar uma economia normal é equivalente a matar o país inteiro". No mês passado, o economista-chefe do principal banco estatal de desenvolvimento da Rússia, o VEB.RF, foi demitido após destacar as dificuldades econômicas trazidas pela guerra, durante um discurso público. "Estamos ficando para trás. Estamos perdendo a competitividade tecnológica e econômica mundial. E não estamos perdendo apenas para a China e os Estados Unidos, mas, de certa forma, também para a Ucrânia", afirmou Andrei Klepach. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/economia-russa-pode-ruir-alerta-enviado-de-putin
Esposa de Moraes nega ter recebido jatinho de Vorcaro
Viviane Barci diz que não tinha outro contrato com dono do Master; para PF, advogada tinha 2º negócio de R$ 50 mi e recebeu cotas de aeronaves como pagamento
OAB cobra apuração sobre caso Vorcaro e Moraes no STF
Entidade manifesta “extrema preocupação” após relatório da PF detalhar encontros, contratos e mensagens entre o dono do Banco Master e o ministro do STF