Economia

Rússia suspende exportação de fertilizante e pode encarecer produção no Brasil

País responde por até 40% do mercado global de nitrato de amônio, essencial para o início da safra agrícola

A Rússia anunciou a suspensão, por um mês, das exportações de nitrato de amônio, um dos fertilizantes mais importantes do mundo. A decisão pode impactar diretamente o Brasil, um dos principais compradores do produto, e pressionar os preços no campo.

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O nitrato de amônio é um fertilizante essencial para o desenvolvimento das lavouras, especialmente no início da safra. Ele ajuda no crescimento das plantas e é amplamente utilizado na produção de alimentos como milho, soja e trigo.

A Rússia é um dos maiores exportadores desse tipo de fertilizante e responde por até 40% do comércio global. Com a suspensão das vendas até o fim de abril, a tendência é de redução na oferta mundial, o que pode levar ao aumento dos preços.

Impacto no Brasil

O Brasil depende fortemente da importação de fertilizantes para manter a produção agrícola. Com menos produto disponível no mercado internacional, agricultores brasileiros podem enfrentar custos mais altos, o que pode impactar o preço dos alimentos.

O cenário já era de atenção antes mesmo da decisão russa. O fechamento do Estreito de Ormuz vinha afetando o fornecimento de amônia, matéria-prima usada na produção do nitrato de amônio.

Por enquanto, a suspensão é temporária. No entanto, o mercado acompanha com cautela os próximos passos da Rússia. Se a medida for ampliada ou se houver novos problemas no fornecimento global, os preços podem subir ainda mais.

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