Governo vai bloquear R$ 1,6 bi do Orçamento, mas não prevê contingenciar recursos
Relatório de avaliação fiscal espera fechar 2026 com um superávit de R$ 3,5 bilhões, dentro da meta prevista de 0,25% do PIB
SBT News
24/03/2026, 20:25 • Atualizado em 24/03/2026, 20:52
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Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo Lula (PT) anunciou nesta terça-feira (24) que vai bloquear R$ 1,6 bilhão em gastos ministeriais no Orçamento para cumprir o limite de despesas de 2026. Detalhes sobre as pastas afetadas serão publicados na próxima segunda (30).
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O relatório bimestral de avaliação fiscal dos meses de janeiro e fevereiro, porém, aponta que não será necessário contingenciar recursos para atingir a meta fiscal deste ano, de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 34,3 bilhões. A margem de tolerância é de 0,25 ponto para mais ou para menos – ou seja, permite que o governo tenha ou superávit de 0,50% do PIB ou registre déficit zero.
A previsão é que o governo feche o ano com um déficit primário de R$59,8 bilhões. Porém, com o abatimento de exceções ao cálculo da meta, o resultado sobe para um superávit de R$3,5 bilhões.
A razão pelo bloqueio é as estimativas de alta de R$ 1,9 bilhão nas despesas com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de R$ 1,4 bilhão com o com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
A alta é puxada especificamente pelo aumento das concessões para pessoas com deficiência e o maior reconhecimento de condições como o autismo; o crescimento da judicialização; e a migração de demanda após o endurecimento das regras previdenciárias.
Previsto na Constituição, o BPC é um programa assistencial que garante o pagamento de um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência em situação de baixa renda, mesmo sem contribuição prévia à Previdência.
No orçamento público, bloqueio e contingenciamento são formas de segurar gastos, mas por motivos diferentes: o bloqueio é uma retenção temporária de recursos para cumprir regras fiscais, como limites de despesas, mesmo quando a arrecadação está dentro do esperado. Na prática, funciona como um ajuste preventivo.
Já o contingenciamento ocorre quando há frustração de receita, ou seja, quando o governo arrecada menos do que previa e precisa limitar empenhos e pagamentos para cumprir a meta fiscal, conforme previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Governo vai bloquear R$ 1,6 bi do Orçamento, mas não prevê contingenciar recursosRelatório de avaliação fiscal espera fechar 2026 com um superávit de R$ 3,5 bilhões, dentro da meta prevista de 0,25% do PIBEconomia2026-03-24T20:25:11.519ZO governo Lula (PT) anunciou nesta terça-feira (24) que vai bloquear R$ 1,6 bilhão em gastos ministeriais no Orçamento para cumprir o limite de despesas de 2026. Detalhes sobre as pastas afetadas serão publicados na próxima segunda (30). O relatório bimestral de avaliação fiscal dos meses de janeiro e fevereiro, porém, aponta que não será necessário contingenciar recursos para atingir a meta fiscal deste ano, de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 34,3 bilhões. A margem de tolerância é de 0,25 ponto para mais ou para menos – ou seja, permite que o governo tenha ou superávit de 0,50% do PIB ou registre déficit zero. + A previsão é que o governo feche o ano com um déficit primário de R$59,8 bilhões. Porém, com o abatimento de exceções ao cálculo da meta, o resultado sobe para um superávit de R$3,5 bilhões. A razão pelo bloqueio é as estimativas de alta de R$ 1,9 bilhão nas despesas com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de R$ 1,4 bilhão com o com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Como apontou a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado no relatório de março, que aumentou 35% entre 2021 e 2025, o equivalente a 1,7 milhão de pessoas. A alta é puxada especificamente pelo aumento das concessões para pessoas com deficiência e o maior reconhecimento de condições como o autismo; o crescimento da judicialização; e a migração de demanda após o endurecimento das regras previdenciárias. Previsto na Constituição, o BPC é um programa assistencial que garante o pagamento de um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência em situação de baixa renda, mesmo sem contribuição prévia à Previdência. No orçamento público, bloqueio e contingenciamento são formas de segurar gastos, mas por motivos diferentes: o bloqueio é uma retenção temporária de recursos para cumprir regras fiscais, como limites de despesas, mesmo quando a arrecadação está dentro do esperado. Na prática, funciona como um ajuste preventivo. Já o contingenciamento ocorre quando há frustração de receita, ou seja, quando o governo arrecada menos do que previa e precisa limitar empenhos e pagamentos para cumprir a meta fiscal, conforme previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/governo-vai-bloquear-r-1-6-bilhao-em-gastos-dos-ministerios-mas-nao-precisara-contingenciar-recursos