Autoridades analisam caixas-pretas de avião após acidente em aeroporto de NY
Hipótese sugere que controlador de voo pode ter se distraído no momento do acidente ao tentar resolver uma reclamação de mau cheiro em outra aeronave
SBT Brasil
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB, na sigla em inglês) analisam as caixas-pretas do avião que colidiu com um caminhão do corpo de bombeiros no aeroporto de LaGuardia, em Nova York, deixando dois mortos e 41 feridos, no domingo (22). A atuação da torre de controle também está sob apuração.
Segundo a imprensa norte-americana, um controlador de voo pode ter se distraído no momento do acidente ao tentar resolver uma reclamação de mau cheiro em outra aeronave. A informação ainda é investigada oficialmente.
O aeroporto foi reaberto nesta segunda-feira (23), mas vai operar com capacidade reduzida "por algum tempo", informou o secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy. A pista onde ocorreu a colisão vai ficar fechada até, pelo menos, sexta-feira (27).
Como foi o acidente?
A colisão ocorreu por volta das 23h40 (horário local; 22h40 em Brasília) de domingo, quando o caminhão pediu permissão para cruzar a pista. Um áudio, registrado pelo serviço de escuta de aeroportos Live ATC, mostrou que a torre de comando fez diversos alertas ao motorista do caminhão para que parasse o veículo.
Em entrevista coletiva concedida no LaGuardia, Duffy rebateu críticas de que o aeroporto enfrenta um déficit de funcionários, uma reclamação comum no setor aéreo dos EUA. Segundo ele, o aeroporto conta com uma "boa equipe", embora sofra com algumas carências financeiras.
Por ora, não há confirmação da ligação entre o déficit de funcionários no LaGuardia e a colisão envolvendo o avião da Air Canada Express. Apesar disso, os aeroportos dos EUA vêm sofrendo há meses com número reduzido de funcionários.
O problema está ligado principalmente a paralisações do governo (shutdowns), falta de financiamento federal e atrasos nos pagamentos. Durante o feriado de Spring Break, filas de até 3 horas na segurança e na imigração foram registradas em grandes aeroportos nas cidades de Atlanta, Houston e Nova Orleans.









